Hierarquia da Igreja e política

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

A Congregação para a Doutrina da Fé, tendo ouvido também o parecer do Pontifício Conselho para Leigos, publicou, em 24 de novembro de 2002, Festa de Cristo Rei, a nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política. O Documento, endereçado aos Bispos e ao povo de Deus em geral, especialmente aos fiéis leigos que se sentem chamados a tomar parte mais diretamente na vida política de seu país, há de ser referência à participação de todo fiel batizado na disputa por cargos eletivos, seja em nível municipal, estadual ou federal.

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Quebrar imagens é uma atitude evangélica?

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora (MG)

Têm-se repetido, no país, atitudes agressivas contra a Igreja Católica no que diz respeito ao direito de praticar sua fé que inclui a veneração (não adoração) de imagens. Não entrarei aqui na discussão dos argumentos sobre a legitimidade bíblica e histórica a respeito do uso ou não de tais símbolos, mesmo porque, no meu entender, a questão já foi resolvida no II Concílio de Nicéia, no ano de 787, e seria perder o tempo e a paz, ficar discutindo algo já definido por cristãos do oriente e do ocidente.

No caso atual em nosso país, trata-se de um problema sério que fere a legislação a respeito da liberdade religiosa. Não há dúvida que nossos governantes devem estar atentos para que não se desenvolva um clima de odium religionis e isto venha a terminar numa verdadeira guerra entre adeptos de crenças diferentes, o que não interessaria a ninguém.

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Renovação e Salvação por meio da oração

Pe. Inácio José do Vale, OSBM

“Todos os grandes ganhadores de almas foram pessoas de oração intensa e poderosa, assim como todos os grandes avivamentos foram precedidos e acompanhados por trabalho árduo, de joelho, perseverante e determinado na oração”, afirmou o renomado Ministro do Evangelho Samuel L. Brengle.

O Apóstolo Paulo orava sem cessar. Dia e noite, suas orações, súplicas e intercessões subiam a Deus (At 16. 25; Fp 1.3-11; CI 1.3,9-11). Por isso ele disse: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (1 Co 11. 1).

Martinho Lutero costumava orar três horas por dia, e quebrou o jugo opressor de séculos, libertando nações inteiras. Segue esse exemplo João Calvino e Meno Simons.

Johh Knox passava noites em oração e clamava a Deus, dizendo: “Dá-me a Escócia, senão eu morro!”. E Deus lhe deu a Escócia.

Richard Baxter, um puritano Inglês do século XVII, marcava as paredes do quarto com o hálito de suas orações, e colocou em movimento ondas de salvação que passaram por toda a nação. Continuar lendo

Ateia se converte ao catolicismo durante a sua gravidez

DENVER, 23 Jul. 14 / 11:04 am (ACI/EWTN Noticias).- Para Jennifer Fulwiler, a conversão ao catolicismo foi uma viagem gratificante, cheia de vitórias e provações, tal como o indica em seu último livro Something Other than God (Algo que não seja Deus).

Em declarações à CNA –agência em inglês do Grupo ACI-, Fulwiler disse que “antes de que fôssemos católicos, estávamos evolvidos em uma visão do mundo extremamente egoísta”.

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por Católicos na Rede Postado em Artigos

A comunhão e a corresponsabilidade dos presbíteros na Igreja

Dom Antonio Keller
Bispo de Frederico Westphalen/RS

Um dos elementos focalizados pelo Concílio Vaticano II foi, a partir do capítulo I da Lumen Gentium, em que se trata do mistério da Igreja, a acentuação de que ela é um povo reunido a partir da unidade, da comunhão do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
A fonte mais profunda de origem da Igreja encontra-se na Santíssima Trindade. A Igreja é, no mundo, o reflexo e a vivência do ministério trinitário, é a comunhão existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que deve caracterizar toda a comunhão eclesial. O Pai doa-se inteiramente ao Filho, de sorte que o Pai esteja todo no Filho e o Filho todo no Pai; o Pai e o Filho fazem proceder de Si o Espírito Santo, de sorte que o Pai e o Filho estejam totalmente no Espírito Santo e o Espírito Santo, todo no Pai e no Filho. Esse estar “todo” de uma pessoa divina na outra, que acontece pela comunicação do Pai para o Filho, denomina-se geração. É a geração eterna do Verbo! A comunicação do Pai e do Filho no Espírito Santo recebeu, em 1438, no Concílio de Florença, o nome de expiração.

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Divorciados que vão se confessar: eles podem receber absolvição?

Padre Angelo Bellon, O.P
Algumas pessoas divorciadas podem receber a absolvição, sobretudo se são vítimas do divórcio

Sou padre, administro uma paróquia e me encontro com alguns problemas quanto ao sacramento da reconciliação. Frequentemente pessoas divorciadas vêm se confessar. Gostaria de saber: quem pode se confessar e quem não pode?

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por Católicos na Rede Postado em Padres

A família, como vai?

Dom Odilio Scherer
Arcebispo de São Paulo/SP
No dia 25 de junho passado, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução de “proteção à família”, reconhecendo-a como núcleo natural, e fundamental da sociedade, com “direito à proteção por parte da sociedade e do Estado”.

O Conselho ainda reconheceu que “a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade”; e, para tanto, que estas “devem crescer num ambiente familiar e numa atmosfera de felicidade, amor e entendimento”.

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As faces do Amor

Prof.: Felipe Aquino

O amor gera a vida; o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje com toda clareza que as graves perversões morais tem quase sempre como causa principal uma frustração de amor. Os jovens se encaminham para as drogas, para o sexo vazio, para o alcoolismo e para tantas violências, porque são carentes de amor, desnutridos de amor. A pior anemia é a do amor. Leva à morte do espírito. Ninguém pode ser feliz se não for amado; se não fizer uma experiência de amor. Se isto é importante na infância e na adolescência, também na vida conjugal isto é verdade.

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