Não fomos feitos apenas para ter casa própria, bom emprego, carro novo, muito dinheiro no banco

Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
“Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos. Viverás do trabalho de tuas mãos, viverás feliz e satisfeito” (Sl 127, 1). Deus nos criou como participantes e responsáveis pela vida, a natureza e o mundo. Olhar em torno de nós é encontrar-nos em casa e nos dispormos a edificar com serenidade o lar comum, com as peças da fraternidade e da solidariedade. Segundo o plano do Senhor, temos as condições para realizar tal tarefa, ainda que, com inquietante frequência, nossas ações pareçam justamente destruir a obra de Deus e de tantas gerações. É que convivemos com o doloroso mistério do pecado, cuja presença já as primeiras páginas da Bíblia constataram. Desde o princípio, parece que apraz à humanidade fazer o jogo da violência, como crianças e adolescentes em brincadeiras eletrônicas, tantas delas montadas em plataformas de destruição recíproca. Incrível é ver quantos marmanjos de idade ou estatura avançada se dediquem a tais “retratos da vida”!

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O Pós-Dilúvio e o Casamento

Pe. Otacílio Ferreira Lacerda
Pároco da Paróquia Santo Antonio de Gopoúva/SP
Há alguns anos celebrei um casamento na Missa. As Leituras proclamadas: Gn (8,6-13.20), Sl 115 e Evangelho Mc 8,22-26.
O Livro do Genesis citava os primeiros dias depois do dilúvio e o Evangelho a cura do cego de Betsaida.

Primeiras perguntas:
– O que a Leitura proclamada tem a ver com o Sacramento do Matrimônio a ser celebrado?
– Como relacionar os primeiros dias pós-dilúvio com a realidade do casamento?
– O que tem a ver a cura do cego com a realidade do casamento?

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por Católicos na Rede Postado em Padres

Homilia do Papa na Missa conclusiva da viagem, na catedral de Seul

Queridos irmãos e irmãs!

 

A minha estadia na Coreia está a chegar ao fim e não posso deixar de agradecer a Deus pelas muitas bênçãos que concedeu a este amado país e, de maneira particular, à Igreja na Coreia. De entre tais bênçãos, conservo de modo especial a experiência, que vivemos juntos nestes últimos dias, da presença de tantos jovens peregrinos originários de todas as partes da Ásia. O seu amor por Jesus e o seu entusiasmo pela propagação do seu Reino foram uma inspiração para todos.

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por Católicos na Rede Postado em Papa

Discurso do Papa no encontro com os bispos da Ásia -17/08/14

Queridos Irmãos Bispos!

Dirijo-vos uma fraterna e cordial saudação no Senhor, que nos reuniu neste lugar sagrado onde numerosos cristãos deram a sua vida pela fidelidade a Cristo. O seu testemunho de caridade trouxe graças e bênçãos para a Igreja na Coreia e mesmo para além das suas fronteiras: as suas orações nos ajudem a ser pastores fiéis das almas confiadas aos nossos cuidados! Agradeço ao Cardeal Gracias as amáveis palavras de boas-vindas e o trabalho desenvolvido pela Federação das Conferências Episcopais da Ásia para dar impulso à solidariedade e promover a acção pastoral nas vossas Igrejas locais.

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Discurso do Papa aos Bispos da Coreia – 14/08/2014

Queridos Irmãos Bispos!

Com grande afeto, a todos vos saúdo e agradeço a Dom Peter U-il Kang as palavras fraternas de boas-vindas que me dirigiu em vosso nome. É uma benção para mim estar aqui e poder conhecer pessoalmente a vida dinâmica da Igreja na Coreia. A vós, como pastores, compete a tarefa de guardar o rebanho do Senhor. Sois os guardiões das maravilhas que Ele realiza no seu povo. Guardar é uma das tarefas confiadas especificamente ao Bispo: cuidar do povo de Deus. Hoje quero refletir convosco, como irmão no episcopado, sobre dois aspectos centrais da guarda do povo de Deus neste país: ser guardiões da memória e guardiões da esperança.

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por Católicos na Rede Postado em Papa

Discurso do Papa às autoridades coreanas – 14/08/2014

Senhora Presidente,

Distintos Membros do Governo e Autoridades Civis,

Ilustres Membros do Corpo Diplomático,

Queridos amigos!

Constitui para mim uma grande alegria vir à Coreia, a «terra do calmo amanhecer», e experimentar não só a beleza natural do país, mas também e sobretudo a beleza do seu povo e da sua riqueza histórica e cultural. No decurso dos anos, esta herança nacional foi posta à prova pela violência, a perseguição e a guerra; mas, não obstante essas provas, sempre prevaleceu o «calmo amanhecer», quando o calor do dia ainda não se impôs e a escuridão da noite já se foi, ou seja, uma inalterável esperança de justiça, paz e unidade. Que grande dom é a esperança! Não podemos desanimar na busca destas metas, que beneficiam não só o povo coreano mas também toda a região e o mundo inteiro.

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por Católicos na Rede Postado em Papa

A Senhora de Nazaré

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

O título de Nossa Senhora de Nazaré surgiu com antiga tradição cristã do primeiro século, com fatos que incluíam São José e São Lucas, mas que sabemos que tudo se inicia com o anúncio do Arcanjo Gabriel. Uma imagem de Maria, encontrada em Nazaré, teria sido levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.

Com a invasão dos mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré junto com sua família e com Frei Romano, que sempre o acompanhou. Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.

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A vocação dos homens que se fazem pais tem a sua origem da paternidade do próprio Deus

Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

“Filipe disse: ‘Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta’. Jesus respondeu: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Crede-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Crede, ao menos, por causa destas obras” (Jo 14, 8-11). Bendita seja a aparente ingenuidade de Filipe, desejando ver o Pai. Daqui parte nossa reflexão para o dia dos pais, comemorado no segundo domingo de agosto, quando a Igreja Católica no Brasil inicia também a Semana da Família. Torna-se ainda mais oportuno abordar este tema pela proximidade da Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos a respeito da família.

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