Desabafo de um padre sobre missas

Padre Luis Fernando
Sacerdote da Diocese de Itumbiara
Promotor vocacional, secretário para os assuntos relativos ao clero
Coordenador diocesano de liturgia

Fui seminarista por 7 anos. Já estive em vários lugares Brasil afora, já celebrei em tantos outros e guardo no meu coração uma tristeza profunda. Quando eu era criança na roça e ia com minha família à missa uma vez por mês eu sabia que naquela hóstia tinha Jesus. Eu sentia o cheiro da vela queimando e aprendi a me persignar toda vez que passava diante de uma Igreja. Eu achava tudo meio estranho porque não entendia a missa, mas, sentava no primeiro banco e respondia a todas as perguntas que o padre fazia na hora do sermão. Daí eu cresci, fomos pra cidade e eu continuava inocente. Fui para o seminário e as escamas de meus olhos caíram. A missa pela qual eu sempre nutri o maior religioso respeito

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por Católicos na Rede Postado em Liturgia

Um leigo pode ler o Evangelho na Missa?

A ordenação ritual da Missa pode comparar-se a uma partitura musical, em que cada intervenção está programada e dosada para se obter uma execução harmônica; assim, se um cantor ou um instrumentista executar uma parte que não lhe pertença, comprometerá toda a execução. O mesmo acontece com a leitura do Evangelho durante a Missa, se efetuada por um simples fiel, pois não se trata somente de infração disciplinar, mas também provoca uma espécie de grande desafinação. Ao tornar-se uma regra, e ainda por cima com a aprovação do pároco, revela uma incompreensão grave dos diferentes papéis a desempenhar na celebração eucarística e manifesta um enorme atropelo ritual.

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Cardeal Sarah explica o que falta nas “nossas” Missas

 

Cinquenta anos após a sua promulgação pelo Papa Paulo VI, a Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II será lida? “Sacrosanctum Concilium” não é um simples “livro de receitas” da reforma, mas uma verdadeira “Carta Magna” de toda a ação litúrgica.

Com ela, o concílio ecumênico dá-nos uma lição magistral. Na verdade, longe de estar contente com uma abordagem multidisciplinar e exterior, o concílio quer fazer-nos refletir sobre o que a liturgia é na sua essência. A prática da Igreja vem sempre do que recebe e contempla no Apocalipse. O cuidado pastoral não pode ser desligado da doutrina.

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É permitido usar música gravada nas celebrações litúrgicas?

Padre Henry Vargas Holguin

Há apenas uma exceção: entenda os motivos
Sou pároco de uma comunidade na qual, como em muitos outros lugares, se sente a ausência de músicos católicos. Podemos usar CDs de música religiosa nas celebrações litúrgicas?

Os que estão na celebração litúrgica precisam participar de maneira plena, consciente e ativa do ato. Alguns participarão tocando instrumentos, outros cantando, outros servindo o altar, outros ao serviço da Palavra etc. Quando não há pessoas para tocar instrumentos musicais, os fiéis se limitarão a cantar, ou seja, se não há músicos, deve-se cantar sem instrumentos, só com as vozes dos próprios fiéis.

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A arte de Celebrar o Serviço Litúrgico

Monsenhor Nicola Bux – teólogo consultor da Congregação para a Doutrina da Fé

Para celebrar o serviço litúrgico com arte, o sacerdote não deve recorrer a artifícios mundanos, mas centrar-se na verdade da Eucaristia. A Instrução Geral do Missal Romano assinala: “Também o presbítero … quando celebra a Eucaristia, deve servir a Deus e ao povo com dignidade e humildade e, no modo de comportar-se e de proclamar as palavras divinas, dar a conhecer aos fiéis a presença viva de Cristo”. O sacerdote não inventa nada mas, com seu serviço, deve fazer chegar, tanto quanto seja possível, aos olhos e aos ouvidos, mas também ao tato, paladar e olfato dos fiéis, o Sacrifício e a Ação de Graças de Cristo e da Igreja, a cujo mistério tremendo podem aproximar-se aqueles que foram purificados dos pecados. Como podemos aproximar-nos dEle se não temos os sentimentos de João, o Precursor: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua”? (Jo 3,30). Se queremos que o Senhor caminhe conosco, temos que recuperar essa consciência. Do contrário, privamos o nosso ato de devoção de sua eficácia: o efeito depende de nossa fé e de nosso amor.

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A Missa é muito mais que uma reunião fraterna

Dom Hilário Moser,SDB

Bispo Emérito da Diocese de Tubarão (SC). Doutor em Teologia Dogmática pela Pontificia Università Salesiana, de Roma, lecionou por vários anos no Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo. Foi membro da Comisão Episcopal de doutrina da CNBB.

Quando a Liturgia se corrompe, é toda a vida cristã que corre perigo de se corromper.

A Liturgia é a oração oficial da Igreja, do Povo de Deus, do Corpo Místico de Cristo.

Na Liturgia, é o próprio Jesus, junto com todos os que estão unidos a ele pelos laços da fé, do batismo e do Espírito Santo, que se apresenta ao Pai em sacrifício de salvação do mundo inteiro; que ora ao Pai, que lhe oferece louvor, adoração, agradecimento, pedido de perdão, pedido de ajuda…

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O sentido da missa

Margarida Hulshof

A missa é uma realidade tão rica e profunda, que fica difícil encerrá-la em uma definição. Tudo o que se refere a Deus é infinitamente maior do que nós, e o fato de ter ele “descido do céu” para assumir a nossa pequenez, aumenta ainda mais a nossa consciência da sua grandeza… pois só a grandeza infinita pode gerar a misericórdia infinita. É por essa consciência de um amor infinito e inefável que os antigos se referiam à missa como “a celebração dos Mistérios”. Ainda hoje dizemos: “Eis o Mistério da fé”. É o mistério de um Deus que se faz pobre para nos tornar ricos, de um Amor que se entrega à morte para que nós tenhamos vida. Continuar lendo

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