“Eu confessei meus pecados ao Papa e ele nem sequer me deu penitência”.

Jubileu dos Jovens na Praça de São Pedro, para surpresa, apareceu Francisco. Anna, 15 anos, escoteira da cidade de Palermo: “foi o dia mais emocionante da minha vida”.

Andrea Gualtieri,  24 de abril de 2016-Ele a ouviu, sem fazer perguntas e assegurou que iria rezar por seus familiares e amigos. Depois de tê-la escutado: “Ele não me deu sequer penitência”. Anna Taibi é impetuosa ao relatar a manhã mais incrível de sua vida. Ela havia chegado de Palermo junto com mais dez amigas e o chefe do batalhão “Esquadra do Sul” da Federação de Escoteiros Europeus”, ontem em fila na Praça de São Pedro esperando para serem ouvidos em confissão.


Era o ato inicial do Jubileu dos Jovens, antes de dirigir-se para a Porta Santa e depois juntar-se à festa noturna no Estádio Olímpico animada pelos cantores Rocco Hunt, Francesca Michielin, Arisa, Moreno e depois o apontamento mais aguardado que era a missa com o Papa em um prelúdio para a Jornada Mundial da juventude, que será realizada em julho, em Cracóvia, nos lugares em que viveu João Paulo II.

Aos jovens, Bergoglio dirigiu um tweet: “Seus nomes estão escritos no Céu, no coração misericordioso do Pai. Sejam corajosos e contra a corrente”.

E, em seguida, em uma mensagem de vídeo para a noite no estádio, ele usou o jargão dos amantes de celulares para dizer que “se não tem Jesus nas suas vidas, não tem campo, não se pode falar se você se fecha em si mesmo”. Ele pediu desculpas por sua ausência no estádio Olimpico (“Eu não pude vir e eu sinto muito”), convidou a todos a dar atenção aos “refugiados, aos estrangeiros e os doentes” e que tenham misericórdia: “Pode acontecer que, às vezes, na família, na escola, na paróquia, no ginásio ou em locais de entretenimento alguém possa cometer erros que nos fazem sentir ofendidos, ou mesmo em algum momento de nervosismo pode ser que sejamos nós a ofender os outros, mas não permaneçamos no rancor e no desejo de vingança, porque isso é inútil: é um verme que nos corrói a alma e não permite que sejamos felizes”, disse o Papa ao falar com os setenta mil adolescentes entre 13 e 16 anos provenientes de toda a Itália.

Anna é um desses jovens, uma “milenária”: nascida em 2001, matriculada no primeiro ano do ensino médio e escoteira há 7 anos. Na manhã de ontem, ela tinha chegado à Praça de São Pedro com um lenço em volta do pescoço, a camisa azul e um chapéu de abas largas. E esperava a sua vez para se ajoelhar diante de um dos 150 sacerdotes convocados para o grande confessionário ao ar livre criado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização entre os braços das colunas do Vaticano.

Então o que aconteceu, Anna?

“Eu era a primeira da fila, um padre se aproximou e me conduziu para outra área, por trás das barreiras, para fazer uma nova fila. Mas eu não tinha entendido o que estava acontecendo. Eu nem mesmo havia percebido que o Papa tinha chegado na praça, ninguém esperava que ele aparecesse ali, pois não estava no programa. Depois chegou a vez de um rapaz que estava na minha frente e eu vi que o confessor seria Francisco.

Foi difícil para reorganizar as idéias?

“Eu nem sequer tentei, já me aproximei da cadeira tremendo. Foi um momento cheio de emoção, mas assim que me sentei ao lado dele eu tive a sensação de estar com uma pessoa normal, não parecia estar diante do Papa. Francisco é realmente um de nós “.

Mas, em uma confissão com o Papa se consegue dizer todos os pecados?

“Sim, eu consegui. De fato fui muito espontânea: Eu cuspi tudo para fora, eu não posso explicar o que aconteceu comigo. Ele não me deixou nem um pouco inibida, na verdade me inspirava confiança. Era uma figura familiar e me fez sentir à vontade”.

Francisco sempre disse aos sacerdotes para não fazer muitas perguntas, para acolher os fiéis: como é Bergoglio no confessionário?

“Ele tem uma doçura surpreendente. A confissão não foi uma inquisição, me deixou falar e, quando terminei de dizer os meus pecados, pedi que rezasse por algumas pessoas que são queridas para mim. Ele olhou para mim com ternura e me garantiu que ele vai orar, no entanto, me pediu para orar por ele como ele sempre faz quando fala para o povo. “

Ele não disse mais nada?

“Eu esperava que ele me desse a penitência, no geral todos os outros confessores o fazem sempre. Mas ao invés disso, ele me absolveu e me deixou ir “.

Como é que reagiram as outras meninas do grupo?

“Elas me abraçaram. Eu ainda estava incrédula. Assim que eu me levantei da cadeira após a confissão, eu comecei a chorar um pouco por comoção e um pouco pela emoção que eu tinha experimentado. Então telefonei para casa, para meus pais e meu irmão. Mas demorou um pouco para eles “acreditarem que realmente eu havia me confessado com o Papa. E pra dizer a verdade pra mim mesma ainda não caiu a ficha”.

FONTE: http://www.repubblica.it/vaticano/2016/04/24/news/_ho_confessato_al_papa_i_miei_peccati_non_mi_ha_dato_neanche_la_penitenza_-138341775/

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por Católicos na Rede Postado em Papa

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