Luteranos recebem a comunhão no Vaticano depois do encontro com o Papa

Por Matthew Cullinan Hoffmam – Roma, 21 de janeiro de 2016 – Um grupo de luteranos finlandeses recebeu a Comunhão oferecida por sacerdotes em uma missa realizada no Vaticano após uma reunião com o Papa Francisco, de acordo com relato do periódico finlandês Kotimaa 24.

Os luteranos eram membros de uma delegação ecumênica anual em Roma da qual fazem parte católicos, ortodoxos e luteranos para celebrar a comemoração do dia de Santo Henrique de Uppsala, a quem é creditada a evangelização da Finlândia no século XII.

Após uma audiência com o Papa, a delegação esteve presente na celebração da missa católica. De acordo com um bispo luterano que estava presente, no momento da comunhão os não católicos colocaram suas mãos direitas sobre seus ombros esquerdos, uma tradicional forma de indicar que eles eram inelegíveis para receber a Eucaristia. No entanto, os padres celebrantes insistiram em dar-lhes a Comunhão.

O bispo luterano Samuel Salmi disse a Kotimaa 24 que “eu mesmo aceitei [a Santa Comunhão]”. Ele acrescentou que “não foi uma coincidência,” e também não era uma coincidência quando, no ano passado, o Papa parecia aceitar a ideia do recebimento da Comunhão pela mulher Luterana com seu marido católico. O artigo original, escrito em estoniano, foi traduzido para LifeSiteNews por Maria Madise, do Voice of the Family.

Naquela época, o Papa reconheceu que “explicações e interpretações” da Comunhão podem diferir entre católicos e luteranos, mas “a vida é maior que explicações e interpretações”. Ele aconselhou a mulher a “falar com o Senhor e depois ir para a frente”.

“Na raiz disto há, sem dúvida, a atitude ecumênica do novo Vaticano”, Salmi disse a Kotimaa 24. “O Papa não estava aqui na missa, mas sua intenção estratégica é realizar uma missão de amor e unidade. Existem também adversários teológicos no Vaticano, por esta razão é difícil avaliar o quanto ele pode dizer, mas ele pode permitir gestos práticos.”

O Cânon 844 do Código de Direito Canônico da Igreja Católica somente permite que a Eucaristia seja oferecida aos católicos em estado de graça (ou seja, que não estejam em estado de pecado grave), exceto nos casos de não católicos que solicitam a comunhão e que são de igrejas que são aprovadas pela Santa Sé como mantenedoras da mesma fé dos católicos em comunhão. Os luteranos tradicionalmente são vistos como não mantenedores da mesma fé dos católicos na presença real de Cristo na Eucaristia.

Além de suas implicações para as relações católico-luteranas, o evento também pode representar as inclinações liberais do Papa a respeito da concessão da Comunhão para outros grupos, como aqueles que são civilmente divorciados e novamente casados sem ter recebido uma declaração de nulidade de seu casamento anterior.

Francisco tem repetidamente insinuado que ele quer mudar a prática de se recusar a comunhão para o divorciado e novamente casado, falando calorosamente de teólogos católicos – como o Cardeal Walter Kasper – que defendem essa abordagem. No entanto, ele ainda tem que anunciar qualquer decisão sobre o assunto.

Em seu discurso à delegação finlandesa, Francisco parece sugerir um movimento em direção a intercomunhão quando ele diz à delegação ecumênica: “o diálogo está fazendo um promissor progresso rumo a uma compreensão compartilhada, no nível sacramental, da Igreja, Eucaristia e Ministério. Estes passos em frente, feitos juntos, colocam uma base sólida para uma crescente comunhão de vida em fé e espiritualidade, assim como suas relações desenvolvem-se num espírito de debate sereno e partilha fraterna.”

O Prefeito [da Congregação para o] do Culto Divino, Cardeal Robert Sarah, manifestou profunda preocupação sobre a tendência do Pontífice em abrir a Comunhão para aqueles cujas crenças ou comportamento são incompatíveis com a fé católica.

“Não que eu tenha que falar com o Senhor a fim de saber se eu deveria ir de encontro à Comunhão,” disse ele ao repórter da Aleteia, Diane Montagna, no final de novembro. “Não, eu preciso saber se estou de acordo com a norma da Igreja.”

“Não é um desejo pessoal ou um diálogo pessoal com Jesus que determina se eu posso receber a comunhão na Igreja Católica,” acrescentou. “Como posso saber se o Senhor mesmo disse: ‘vinde e recebei meu corpo’. Não. A pessoa não pode decidir se é capaz de receber a Comunhão. Ela tem que seguir a regra da igreja: ou seja, ser católica, em estado de graça, devidamente casada [se casada]”.

FONTE: https://www.lifesitenews.com/news/lutherans-receive-communion-at-vatican-after-meeting-with-pope-report

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por Católicos na Rede Postado em Artigos

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