De novo a Ideologia de Gênero

Prof.: Felipe Aquino

Um comentário sobre a polêmica questão que apareceu no ENEM
O Ministério da Cultura não desiste mesmo de querer impor à sociedade brasileira, sobretudo aos jovens, a Ideologia de Gênero, que quer colocar em nossa cabeça a “fórceps” que não existe sexo, num desrespeito ao que já foi aprovado pelas autoridades do governo.
O Plano Nacional de Educação foi aprovado pelo Congresso Nacional, excluindo dele a Ideologia de Gênero; e a Lei foi sancionada pela Presidente da República. Ora, o assunto, ao menos em nível governamental, deveria cessar. Há uma definição clara e legal sobre a matéria.
Mas os ideólogos que defendem essa cultura, vencidos no campo legal, insistem em usar os meios controlados pelo governo para insistir nesta tecla.
Em um vídeo muito divulgado na internet, o Procurador Regional da República em Brasília, Dr. Guilherme Scheib, afirma que:
“O governo federal e alguns governos locais cometem graves ilegalidades contra a família e a infância, ao propor e implantar em escolas públicas e particulares a ideologia de gênero.


Diversas denúncias revelam a prática de ministrar aulas para crianças sobre sexo anal, bissexualidade, sexo com animais, prostituição e até masturbação. Além de apresentar temas sexuais complexos ao entendimento de crianças e adolescentes, procura-se relativizar abusivamente na mente das crianças os conceitos morais de masculinidade e feminilidade”. E o Procurador apresenta até um “Modelo de notificação extrajudicial” que se for necessário pode a ser entregue ao diretor da escola de seu filho (www.bit.ly/protegerfamilias).
Agora, a questão volta no ENEM (24-25 de outubro de 2015). Uma questão da prova de Ciências Humanas do Enem 2015 chamou a atenção porque colocou em uma das questões a ousada afirmação da feminista Simone de Beauvoir (†1986), uma das ativistas da Ideologia de Gênero:
“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher. Nenhum destino biológico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”. “(Simone Beauvoir, O segundo sexo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980).
Ela deixa claro que “o objetivo final do movimento feminista é eliminar a diferenciação entre os sexos. A meta é a ectogênese, ou seja, a possibilidade de ter filhos fora de um corpo feminino”. Por isso, já se trabalha na construção de um útero artificial.
O MEC não poderia insistir neste tema, com o propósito claro que fomentá-lo nas cabeças dos jovens, uma vez que a Lei o excluiu da Educação Nacional. Nitidamente se nota uma ação totalitária, pois é inserida contra a decisão das Instituições democráticas em vigor no país. Isto acontece porque a ideologia de gênero é algo tão absurdo, que só mesmo por caminhos desonestos e ditatoriais, pode ser imposto à sociedade.
É uma ideologia subversiva que derruba o Direito natural, desconstrói a pessoa, desnorteia a criança, destrói a família, o matrimônio e a maternidade; e, deste modo, fomentam um “estilo de vida” que incentiva todas as formas de experimentação sexual desde a mais tenra idade; inclusive a pedofilia e o incesto, defendidos sorrateiramente pela Simone Beauvoir e outras feministas.

É um projeto global que tem por objetivo garantir que as crianças percam todos os pontos de referência. Tira delas o último reduto que permite a identificação com algo sólido e enraizado: a identidade sexual.
A diferença sexual é a origem da humanidade. A reprodução humana ocorre devido a esta diferenciação. O Estado não pode querer substituir os pais na educação das crianças, de modo que não tenham nenhum controle sobre os filhos. É uma estratégia totalitária, que está operando tendenciosamente para impor a sua ideologia, aproveitando de nossos filhos. É uma Ideologização da educação com fins perversos. A genética prova, por nossos cromossomos, que só existem dois sexos: XX (mulher) ou XY (homem).
É preciso ler com atenção o que dizem algumas líderes feministas que defendem a ideologia de gênero:
Shulamith Firestone, feminista, em seu livro “A Dialética do Sexo”, diz: “Devemos incluir a opressão das crianças em qualquer programa feminista revolucionário…. Nossa etapa final deve ser a eliminação das próprias condições da feminilidade e da infância.”
Christine Riddiough – Presidente da Comissão Feminista de Socialistas Democratas da América [DSA Feminist Commission], grupo ativo na ONU: “A cultura gay/lésbica pode também ser vista como uma força subversiva, capaz desafiar a natureza hegemônica da ideia de família. Isso deve, contudo, ser feito de modo que as pessoas não percebam o que estamos fazendo por oposição à família em si mesma. Para que a natureza subversiva da cultura gay seja usada com eficiência, temos que apresentar modos alternativos de compreender as relações humanas”.
O Papa Francisco, recentemente, afirmou que a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
A CNBB alertou os católicos para o seguinte: “Com a ideologia de gênero, deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la”.
Não sejamos omissos diante dessa desconstrução da verdadeira missão da mulher e da família.

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