Quem é Jesus Cristo?

Padre Inácio José do Vale, OSBM

Foi um judeu, carpinteiro humilde que só fez o bem, mas que foi condenado à morte. Contudo, marcou profundamente a história da humanidade. Alguns O classificam de sábio, outros de mestre e outros de profeta. Como foi possível que esse homem pobre, que vivia em uma cidade desprezada no país de Israel, que jamais escreveu um livro, não fez parte da elite, não foi militar, escriba, doutor e artista, não procurou impor pela força seus ensinamentos e Se tornasse o homem mais conhecido, mais amado e admirado da História? Por que, ainda hoje, tantas pessoas estão dispostas a segui-lo, às vezes com o sacrifício da própria vida? Simplesmente porque Ele é, de fato, o que afirmava ser. Através dos séculos, milhões de homens e mulheres têm descoberto, por meio de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, alguém infinitamente maior que um mestre ou profeta. Ao escutar e receber Sua mensagem, O reconheceram pelo que Ele é: inteiramente Deus e inteiramente o homem, plenamente Amor e plenamente Verdade. Eles O reconheceram como seu Salvador, Sua morte, Sua ressurreição, Sua mensagem e Sua pessoa lhes deram um novo sentido para viverem. Quando fui ter convosco, anunciando-vos testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificando (1 Cor 2, 1-2).

Jesus é Deus

“Cristo… é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Rm 9,5). Criador de todas as coisas e Aquele por quem elas subsistem (Cl 1,16.17). Em Seu imenso amor foi manifesto na carne, revelando-se como Homem: é um grande mistério e uma realidade revelada para nossa salvação e bênção agora e eternamente.
As Sagradas Escrituras declaram que Jesus é Deus:
“No princípio, era Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Ele “estava no principio com Deus” (Jo 1,1-2).
O Deus Pai disse a respeito do filho: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos” (Hb 1,8).
Seus atributos são os mesmos de Deus:
É onipresente: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20).
É onipotente: “Esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fl 3,20-21).
É imutável: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13,8).
“Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2,9).
“É um com o Pai: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30)”.
Observar as obras de Cristo é ver Deus trabalhando; escutar as palavras de Cristo é ouvir a voz do próprio Deus. Isso parece simples. Mas não é. Considerar o Senhor Jesus como algo menos que Deus, por exemplo, um “mestre da moral”, “um espírito e evoluído”, ou “o maior benfeitor da humanidade”, é afronta do pior grau possível! É não conhecer a Bíblia Sagrada e não ter experiência abissal com Jesus Cristo.
“Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mt 8,27). “Que dizem os homens ser o filho do homem?” (Mt 16,13). E Simão Pedro, respondendo, disse: “tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt. 16,16).
E a multidão dizia: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia” (Mt 21,11). “Jesus é a Palavra de Deus” (Jo 1,1). “Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap. 19,16).
Diz Santo Agostinho de Hipona: “Se quereis viver piedosa e cristãmente, abraçai-vos a Cristo-Homem e chegareis a Cristo-Deus”. “Cristo-Deus é a pátria para onde vamos e Cristo-Homem é o caminho por onde vamos” (1).
O erudito escritor Giovanni Papini, autor do clássico História de Cristo, escreve: “Milhares de santos por ti sofreram e por ti se extasiaram, mas ao mesmo tempo milhares e milhares de renegadores e de dementes continuaram a esbofetear a tua face sanguinolenta. Justamente por não Te Amarmos suficientemente, temos necessidade de todo o Teu Amor” (2).
A nossa vida só pode ser feliz, viver com uma dimensão eterna de salvação e no amor a Deus e ao próximo só em Jesus Cristo! Sua graça e seu Evangelho é tudo para seus discípulos.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Instituto de Teologia Bento XVI
Sociólogo em Ciência da Religião
E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com
Fonte e notas:

Passagens Bíblicas e Reflexões. Boa Semente Devocional de 2009.

(1) Aquino, Felipe Rinaldo de. Na escola dos santos doutores, Lorena, SP: Edições Cleófas, 1996, p.16.
(2) Papini, Giovanni. História de Cristo. Lisboa: Edições Livros do Brasil, 1929, pp. 334 e 336.

 

 

 

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