Que a família seja um santuário da vida!

Que a família seja um santuário da vida!
Pe. Otacílio Ferreira Lacerda
Pároco da Paróquia Santo Antonio de Gopoúva/SP

Quantos problemas enfrentam as famílias em cada tempo, sobretudo no tempo presente! Falar da família, investir em sua santificação nunca será demais. Por mais que invistamos na solidificação e santificação da família ainda será pouco.

Pecaria pela omissão se hoje não fizesse chegar a tuas mãos, embora, não novidade para alguns, preciosa e indispensável reflexão da Constituição Pastoral “Gaudium et spes” do Concílio Vaticano II (1962-1965) sobre a Santidade do Matrimônio para uma iluminada e fecunda presença da Igreja no mundo de hoje.

“O homem e a mulher, que pelo pacto conjugal já não são dois, mas uma só carne (Mt 19,6), prestam-se mutuamente serviço e auxílio, experimentam e realizam cada dia mais plenamente o senso de sua unidade pela união íntima das pessoas e das atividades.

Essa união íntima, doação recíproca de duas pessoas, bem como o bem dos filhos exigem a perfeita fidelidade dos cônjuges e sua indissolúvel unidade.

O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino. É guiado e enriquecido pelo poder redentor de Cristo e pela ação salvífica da Igreja, para que os esposos sejam conduzidos eficazmente a Deus e ajudados e confortados na sublime missão de pai e mãe.

Por isso os esposos cristãos são robustecidos – e como que consagrados – por um Sacramento especial para os deveres e dignidades de seu encargo.

Exercendo o dever conjugal e familiar em virtude desse Sacramento, imbuídos do Espírito de Cristo, que lhes impregna toda a vida com a fé, a esperança e a caridade, aproximam-se cada vez mais da própria perfeição e mútua santificação e, assim unidos, contribuem para a glorificação de Deus.

Em consequência, tendo à frente os próprios pais com o exemplo e a Oração familiar, os filhos e todos os que convivem no círculo da família encontrarão mais facilmente o caminho de humanidade, salvação e santidade.

Mas os cônjuges, providos com a dignidade e o dever da paternidade e maternidade, cumprirão diligentemente o ofício da educação, sobretudo religiosa, que, em primeiro lugar, complete a eles.

Como membros vivos da família, ao seu modo colaboram os filhos para a santificação dos pais. Retribuirão, com efeito, os benefícios dos pais de alma agradecida, com piedade e confiança e os assistirão nas adversidades e na solidão da velhice como convém a filhos.

Seja honrada por todos a viuvez, assumida com fortaleza de ânimo em continuidade com a vocação conjugal. Assim a família comunicará generosamente suas riquezas espirituais também às outras famílias.

E a família cristã patenteará a todos a presença viva do Salvador no mundo e a autêntica natureza da Igreja pelo amor dos cônjuges, pela fecundidade generosa, pela unidade e fidelidade, e pela amável cooperação de todos os membros, porque se origina do matrimônio, imagem e participação no pacto de amor entre Cristo e a Igreja”.

 

Neste pequeno texto quantas coisas evidenciam aos nossos olhos como valores sagrados da família e para a Igreja, na fidelidade ao Senhor:

– A unidade do matrimônio;
– A indissolubilidade;
– O amor que faz ambos tornar-se uma só carne;
– A fidelidade entre os cônjuges, com os cônjuges;
– A fidelidade na missão de primeiros educadores na fé dos filhos, por Deus, confiados; missão assumida com carinho e incansável dedicação…

Ciente das dificuldades que as famílias enfrentam, bem como dos ventos contrários que contra ela sopram, uno-me àqueles que não cederam às proclamações de sua derrocada e falibilidade; àqueles que acreditam que nunca criarão algo que a substitua.

Família, apesar de todas as limitações não ficamos sem ela. Que ela seja um espaço vital de educação, formação, semeadura das boas sementes que frutificarão.
Que nela se aprenda a viver os valores e princípios que nos acompanharão por toda a vida, pois a ausência deste aprendizado tem terríveis consequências…

Embora não consiga saber e dizer tudo o que se passa na família, acredito que esta pequena parte do Documento, bem como a reflexão pessoal que a acompanha, poderá ser mais um raio de luz…

Que seja ao menos um alento nesta dura missão; um suave sopro do Espírito, sobretudo para as famílias que mais precisam!

Indubitavelmente, novos horizontes para a humanidade passam pelo que por ela fazemos no presente, sabendo reler as sombras e luzes de seu passado.

Não é porque dificuldades existem na família que podemos mergulhar na incredulidade da missão de santificá-la e da construção de uma nova sociedade.

Sem incredulidade e sem romantismos estéreis em relação à família!

Mas muita Oração e investimento
na formação, santificação e solidificação da família
que tem Cristo e Sua Palavra como Rocha,
na Sua escuta e vivência, para que ela seja santo
espaço de harmoniosa convivência!

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por Católicos na Rede Postado em Padres

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