Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica

Padre Inácio José do Vale, OSBM

Estes quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. (CIC 811) Nesta afirmação fica claro que a identidade da Igreja de Cristo esta associada a estes atributos e que é impossível ser Igreja faltando um deles. Estas qualidades a Igreja recebe de Cristo, e pela força de seu Espirito que conserva e convida a Igreja a realizar.

A IGREJA CATÓLICA É UNA, SANTA, APOSTÓLICA E INERRANTE, ou seja, isenta de erros e pecados. A IGREJA CATÓLICA NUNCA ERROU E JAMAIS VAI ERRAR. O seu Corpo é santo, cuja Cabeça também o é: JESUS CRISTO. Ela é a IGREJA DO DEUS VIVO: coluna e sustentáculo da verdade (1 Tm 3, 15). É errada a expressão “a Igreja é santa e pecadora”. Não existe tal expressão na Bíblia e nem na Tradição. A correta colocação se encontra no Credo dos Apóstolos: “Creio na Santa Igreja Católica”. São injustas as acusações, calúnias difamações contra a IGREJA CATÓLICA. Os críticos não sabem ou não querem entender a mistogogia da IGREJA, separar o joio do trigo, saber compreender verdadeiramente os fatos históricos e dogmáticos e ter ciência “dos erros dos filhos pecadores” na IGREJA e não “os pecados da Igreja”. A IGREJA é toda santa (Ef 5, 27). É a noiva de CRISTO (Mc 2, 19). Vejamos de maneira magistral a explicação do grande teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt: “Nos últimos decênios tem sido transposto para a IGREJA o título de “simultaneamente santa e pecadora”. Chega mesmo a designa–lá como “a casta meretriz”. Nos que concerne à Igreja, é necessário distinguir entre a pessoa e o pessoal da Igreja. Pessoa da Igreja é o elemento estável e santo que ela contém como Esposa de Cristo “sem mancha nem ruga” (Ef 5, 25 – 27). Como Corpo de CRISTO, vivificado pela indefectível presença de CRISTO, a IGREJA conserva uma santidade imperecível de CRISTO. Ela é a mãe de filhos, que são o seu pessoal. Estes são pecadores, de modo que introduzem o pecado na IGREJA, que os carrega procurando dar–lhes o remédio necessário. Observe–se bem que o Papa JOÃO PAULO II, ao pedir perdão, nunca o pediu para a IGREJA, mas sempre para os filhos ou o pessoal da IGREJA. A expressão “casta meretriz” é imprópria, porque consta de um substantivo sinistro e de um adjetivo alvissareiro; a IGREJA seria substancialmente pecadora e acidentalmente ou ocasionalmente santa-o que é falso, ela é substantivamente santa e acidentalmente portadora do pecado de seus filhos. Analisando essa ambígua realidade, podia o PAPA PIO XII escrever em 1943: “Nada se pode conceber de mais glorioso, mais nobre, mais honroso do que pertencer à IGREJA SANTA, CATÓLICA, APOSTÓLICA e ROMANA, por um Chefe tão sublime, somos penetrados por um único ESPÍRITO DIVINO; enfim somos alimentados neste exílio terrestre por uma só doutrina e um só Pão celeste, até que finalmente tomemos parte na única e eterna bem aventurança celeste” (PIO XII – Mystici Corporis Christi n° 90 – 29/06/1943). (PR, N° 535, pp. 22 e 23). Sobre a IGREJA, escreve a maior gênio do pensamento filosófico e teológico do século V, fundador, escritor, bispo e Doutor da IGREJA, Santo Agostinho de Hipona: “Visitai esta mãe, que vos gerou. Vede o que ela vos deu: uniu a criatura ao criador, dos servos fez filhos de DEUS, dos escravos do demônio irmão de CRISTO. Não sereis ingratos a tão grandes benefícios se lhe oferecerdes a alegria da vossa presença. Ninguém pode sentir que DEUS o ama se despreza a IGREJA mãe. Está mãe Santa e espiritual prepara–vos cada dia alimento espiritual… ela não quer que seus filhos tenham fome desse alimento. Não abandoneis esta mãe, para que ela vos sacie da abundancia de sua casa… vos recomende a DEUS PAI como filhos dignos e vos conduza, livres e com saúde, à pátria eterna, depois de vos ter alimentado com amor”. Não existem palavras para explicitar a magnífica felicidade de pertencer à Igreja guiada e iluminada pelo divino ESPÍRITO SANTO, e esta IGREJA só pode ser: UNA, SANTA, CATÓLICA e APOSTÓLICA. UNA, porque o seu modelo é de plena unidade e une todos os fiéis na comunhão em CRISTO. SANTA, porque DEUS santíssimo e o seu autor; CRISTO entregou-se por ela, para santifica–lá e torna–lá santificante e o ESPÍRITO SANTO a vivifica com a caridade. CATÓLICA, porque a sua missão de pregar o Evangelho é universal. Nela contém a plenitude dos meios de salvação. APOSTÓLICA, porque a sua origem está edificada sobre o “alicerce dos apóstolos”, porquanto ensinada, santificada e dirigida, até a volta de CRISTO, pelos Apóstolos, graças a seus sucessores, os bispos em comunhão com o sucessor de Pedro. A SANTA MADRE IGREJA nos ama e devemos ama–lá até o fim das nossas vidas. Um só batismo, um só DEUS, um só Bom Pastor, um só Espírito Consolador, uma só fé, uma só esperança e uma só IGREJA.
“A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por Ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em Sua vinha, em Seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela”, afirma o Bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

 

De forma tão sublime disse o mártir inglês São Thomas More: “Ninguém no leito de morte se arrependeu jamais de ter sido católico”.

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

Instituto de Teologia Bento XVI

Sociólogo-Pesquisador dos Novos Movimentos Religiosos

E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com

 

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