Ser criativos e caminhar juntos

“O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino.”(Antoine de Saint-Exupéry).

O Papa Francisco, em sua exortação sobre a Alegria do Evangelho, nos convida a ser mais ousados e “criativos”, abandonando a posição cômoda de dizer: “foi sempre assim” (EG, 33). Muito importante é essa exortação do Papa: “Não caminhar sozinho”. Há muitos líderes que caminham sozinhos, mesmo tendo ao seu lado uma equipe, grupo, comissão e pessoas mais sábias do que ele. O mais terrível é ele pensar que os outros não pensam, e ele achar que só ele é o inteligente e que os demais devem achar que  ele é entendido e sabe tudo.

Tem líder que faz dos outros apenas figuras simbólicas e marionetes. Infelizmente, a instituição concede poder para esse líder (que pode ser mortal) para ele ditar, controlar e destruir.

Estamos em crise: social, política, econômica, educacional, familiar e religiosa. A crise religiosa é a pior de todas. De todos os líderes intolerantes, o religioso é o mais ferrenho. Na crise sem sabedoria, os projetos são decadentes. No desespero se atira pra todos os lados. Quem caminha para o fundo do poço fica cego para encontrar uma saída. Daí a derrota é certa.

Ser criativo é ter a companhia de gente mais sábia e mais experiente e comissões que são determinantes nas soluções. Caminhar juntos é construir fortalezas interiores e exteriores, ou seja, ser feliz e honesto para ser modelo de uma sociedade edificada numa obra concreta e duradoura na dignidade da pessoa humana.

Ser criativo é viver atualizado, é ter a companhia da ciência e da tecnologia. Ser criativo é saber caminha com Evangelho de Cristo para alcançar os corações. Ser criativos é não ter medo das mudanças, do novo e dos desafios. Ser criativo é está aberto para as surpresas, para o impactante, para abissalidade.

Tudo morre devido a mesmice, o cotidiano repetido, posições cômodas ao meu bel-prazer, marasmo, doença da ditadura e das leis e o medo!

Documentos demais, reuniões demais, assembleia demais, missas descarecterirazadas com uma falação danada, comunhão fingidas, amizades falsas e fraternidades fracassadas, são resultados de mentes doentias, lideranças boçais e ausência do Espírito Santo.

O que estamos construído? Onde há o espírito criativo, e a nossa felicidade aqui e eterna? Tenhamos humildade de sujeitar-nos ao Espírito Criativo de Deus e caminhar como verdadeiros irmãos e amigos.

Na compaixão, na simplicidade e na caridade podemos revolucionar as nossas comunidades no crescimento total de criatividade, de renovação e de bênção para todos. Vai ser sempre assim: “Buscando no Santo Espírito Criativo renovar e reavivar todas as coisas”.

Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

Instituto de Teologia Bento XVI

Sociólogo-Pesquisador dos Novos Movimentos Religiosos

E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com

 

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