Dia das Mães – A Maternidade

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora/MG

Conta-se que Deus achou tão sublime a figura, o papel, a missão da mãe, que quis também ter uma, a Virgem Maria, humilde serva do Senhor e que é a nossa mãe também desde que Jesus apresentou-a como mãe da humanidade na pessoa do discípulo amado.
Não deveria haver apenas um dia para as mães, pois a mãe autêntica, nos moldes em que Deus a criou, é uma criatura ímpar: gera, cria, educa, cuida, alimenta, ama, sofre as dores e problemas dos filhos. Desta forma, não é um dia que basta para render-lhe homenagem.
Infelizmente, o dia das mães se tornou apenas um motivo de aquecimento do comércio. Acredita-se que um presente vai cobrir todas as noites de insônia, de preocupação com os filhos.


A mãe merece um presente maior: carinho, atenção, cuidados, amor, orações e ações de graças a Deus pela sua maternidade.
Por outro lado, há mães e mães. Há aquelas que dão até mesmo o sangue para ver o filho feliz, realizado e há aquelas que transportam seus problemas vivenciais para seus filhos e têm a absurda coragem, ou melhor, covardia, de abandoná-los, ainda pequenos, a sua própria sorte.
Não foi isto que Deus planejou para a humanidade. Ele criou a missão de mãe para que todo ser humano tivesse aquele colo que consola, aqueles braços que protegem, aquela pessoa singular que ama sem pedir nada em troca, que tem amor no coração à imagem do amor de Deus para conosco.
O segundo domingo de maio deve ser olhado, não como uma propaganda comercial, mas, sim, como um dia para todas as mães refletirem sobre o seu papel e para todos os filhos meditarem sobre o que podem fazer para alegrar, amparar e amar a sua mãe.
E, como o esteio da sociedade é a família, deveria ser também um dia para os pais pensarem em como ajudar, amparar, amar seus filhos e a mãe de seus filhos.
Isto não é uma utopia. Pode até parecer, em vista desse mundo tão vazio de amor, tão cheio de violência.
Mas, como, graças a Deus, ainda existem pessoas de bem, que o Pai Eterno permita que essas pessoas sejam fermento e se multipliquem para construir um mundo melhor, cheio de mães que amam de verdade, cheio de filhos que correspondam a esse amor, cheio de pais que também amam e amparam a família.
Creio que a transmissão da fé que as mães oferecem aos seus filhos não pode descuidar da dimensão da valorização dos mais idosos, das pessoas da terceira idade. As mães, também, não devem ter medo de terem filhos, de ter famílias numerosas. Famílias numerosas são bênção para a humanidade.
Rezarei, neste domingo, a missa em ação de graças pela maternidade. Agradeço, do céu, a generosa e abençoada vida de minha mãe, que me ensinou a ser gente e me ensinou a ser padre e bispo, conforme o Coração de Maria, fazendo “tudo o que Jesus disser”.  E colocarei no altar todas as mães, mulheres valorosas, que merecem nosso Deus lhes pague pela maternidade.
Como diz a canção, “Que bom seria se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré!”

 

FONTE: Arquidiocese de Juiz de Fora/MG

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