Para Refletir

TUDO TEM SEU TEMPO

Que nada te perturbe,

Nada te amedronte.

Tudo passa.

Só Deus nunca muda.

A paciência tudo alcança.

A quem tem Deus, nada falta.

Só Deus basta.

(Santa Teresa d’Ávila)

———————————————————–

FILOSOFIA DE TERCEIRA IDADE

Quando vier o cansaço no pacote da idade que avançar;

Quando uma parte do meu corpo já não cooperar na execução dos meus projetos;

Quando alguma dor teimosa ou uma disfunção rebelde se alinhar em alguma parte do meu ser corpóreo;

Quando eu depender de colherinhas e de pílulas diárias para corrigir alguma disfunção;

Quando precisar tomar cuidado ao andar, ao subir escadas e ao descê-las;

Quando precisar de atenção ao pisar;

Quando uma tontura teimosa tomar conta do meu corpo;

Quando a respiração ofegante depois de algum esforço me avisar que eu não sou mais o jovem que eu era;

Quando a vista cansada se atrapalhar nas leituras e não enxergar mais do que dois metros;

Enfim,quando meu corpo cansado disser – “Descansa um pouco mais”, tentarei responder de outra maneira, mas há de ser uma resposta.

Jesus não desceu da cruz nem eu pretendo descer. Se Jesus não tivesse morrido naquela cruz e tivesse vivido para além dos 60 ou 70 anos, ele certamente nos ensinaria a carregar outros tipos de cruzes, mas cruz haveria. Ao invés de adorarmos um Cristo crucificado, talvez adoraríamos um Cristo mutilado, curvado ou com as limitações da idade, mas seria o mesmo Jesus libertador e o mesmo modelo de vida.

Por isso, quero me preparar para os achaques, as cruzes e os limites da idade que vem. Mas quero saber vivê-la com serenidade, como a vivem milhões de anciãos marcados pela cruz, mas também assinalados pela sabedoria de quem viveu e viu.

Quando chegar o cansaço, quero poder mostrar o meu testemunho de vida. O povo há de saber que apenas meu corpo se cansou. A mente continua se preparando para eternidade. Assim Deus me ajude! Assim Deus me prepare!

assinatura

FONTE: Padre Zezinho, SCJ

———————————————————————————————–

O FREQUENTADOR DE TEMPLOS

A cidade tinha 350 templos de mais de 40 religiões. Ele frequentou-os todos, sem aderir a nenhuma comunidade o igreja. Era fiel de templos, mas não de comunidade nem de igreja. Ia e assistia, mas não congregava nem se reunia. Fazia como quem vai ao espetáculo, mas não aceita nenhum papel. Paga para assistir e até paga para não ter que subir ao palco.

Morreu e, no céu, apresentou-se como frequentador de templos e ouvinte de pregações. Isso mesmo: ele era um ouvinte da Palavra. Perguntado sobre qual a razão pela qual não se fizera fazedor da Palavra disse que escolhera ouvir.

Havia escolhido a parte mais fácil. Porque a difícil é ouvir e fazer. Por isso a mãe de Jesus foi elogiada. Diz a estorinha que o frequentador de liturgias que adorava cantar e erguer os braços, derramando lágrimas de emoção foi listado como fiel emotivo, mas pouco ativo.

Lá fora ele não fazia nada pelos outros. Muita emoção e muita devoção, mas pouca ação não fizeram dele um bom cristão.

Cristão sai da poltrona e do sofá, age e vai lá e, se não pode ir, ajuda. Ele canta e dança a Palavra, mas também a faz acontecer. O outro, que é mais frequentador de templos do que participante da igreja, molha-se com a chuva de primavera e irriga seus cães e sua grama, mas, ao vizinho que lhe pede um balde de água é capaz de dizer que sua caixa amanheceu vazia!

assinatura

FONTE: Padre Zezinho, SCJ

———————————————————————————————-

CIDADÃO ESTRESSADO

Quando você fica nervoso porque o carro da frente não saiu depressa na mudança de farol; fica nervoso porque na estrada o carro da frente está indo na velocidade proposta pelas placas; fica nervoso quando alguém o ultrapassa; fica nervoso quando alguém pede para ultrapassar; fica nervoso quando o sinal demora a mudar; fica nervoso quando uma pessoa idosa demora a atravessar a pista; fica nervoso porque não encontra estacionamento; fica nervoso porque alguém buzinou atrás do seu carro; quando você fica nervoso por que a fila de espera é muito longa; fica nervoso porque choveu e todo mundo esta andando devagar, vá ver o seu médico. Você saiu do estado de normalidade!

Coisas fatos e pessoas estão tirando você do sério e você está pondo a culpa nos outros. Seu psicólogo lhe explicará aonde isso pode dar. Se tudo à sua frente o incomoda, deve ser porque alguma coisa dentro de você não está

funcionando…

assinatura

FONTE: Pe. Zezinho, SCJ

——————————————————————————————————————-

“FAZEI O BEM E EMPRESTAI, SEM NADA ESPERAR EM TROCA”

Pode acontecer que no apartamento ou na casa ao lado da tua viva um cego, que muito agradeceria que fosses visitá-lo e lhe lesses o jornal. Pode acontecer que haja uma família que tenha necessidade de alguma coisa, uma coisa que seja a teus olhos de pouca importância, uma coisa tão simples como tomares conta de um bebé durante meia hora. Há tantas coisas pequenas, que são tão pequenas, que muitos se esquecem delas.

Não penses que só os pobres de espírito podem trabalhar na cozinha. Não penses que levantares-te, sentares-te, ires e vires, que tudo quanto fazes é desprovido de importância aos olhos de Deus.

Deus não te perguntará quantos livros leste, quantos milagres fizeste. Há-de perguntar-te se fizeste o melhor que sabias, por amor a Ele. Podes dizer, com toda a sinceridade: «Fiz o melhor que sabia»? Mesmo que esse melhor seja um fracasso, tem de ser o melhor que sabemos.

Se estás realmente apaixonado por Cristo, por muito modesta que seja uma tarefa, hás-de realizá-la o melhor que souberes, e com todo o coração. O teu trabalho será um testemunho do teu amor. Podes esgotar-te a trabalhar, podes mesmo matar-te a trabalhar, mas se não o fizeres por amor, esse trabalho será inútil.

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997),

fundadora das Irmãs MIssionárias da Caridade – Não há maior amor

——————————————————————————————————–

Mãe Ingênua

O filho mimado, super protegido pela mãe que via nele a sua realização de mulher, embora frequentemente alertado pelo pai, cresceu não precisando acertar em nada. A mãe passava-lhe a mão na cabecinha e dizia que adotara o método summerhill. Iria educá-lo em liberdade e não na repressão como sua mãe o fizera.

Assim foi, e ele cresceu. Chegou aos trinta e dois anos como um fracasso em pessoa. O casal acabou se separando, o pai morreu depois num acidente e a mãe, que conseguia o seu dinheiro da aposentadoria do pai e que, no litígio, conseguiu uma casa, continuou pondo a mão na cabecinha do filho e a achar que ele era um gênio e que não devia ser forçado a nada.

Assim ele não se fixava em nenhum emprego e todo empreendimento que assumia, fracassava.

Não deu certo em nada, nem no namoro, nem no trabalho, nem nas coisas que criava. Elas acabavam quando começavam, ou assim que ele começava a agir. Ninguém mais o queria por perto. Mas ela o via como um gênio. Ai de quem criticasse o menino ou o garoto já com mais de trinta anos.

Punha-lhe na mão algum dinheiro e quando era dinheiro grande, várias vezes ele alegou ter perdido ou ter sido assaltado e roubado. Ela acreditava piamente nele. Um dia, um irmão dela lhe disse que o menino se drogava. Ela virou uma fera. Sabia quem era o filho. Nunca! Filho dela poderia ter defeitos, mas não se drogava. Segundo ela, ela vivera trinta anos com ele, era a mãe e ela saberia. Não, o filho dela apenas tinha traumas vindos do pai. Ela o protegia porque ele era um filho muito sofrido, mas droga, nunca! Não o filho dela.

O rapaz foi enterrado no dia seis de maio. Morrera de overdose no dia cinco. Ela aprontou um auê com os médicos; Para ela o moço morreu de parada cardíaca. Médicos não sabem nada! O filho dela nunca se drogou!

Oremos pelas mães que têm certeza de que nunca erraram, nunca erram e nunca errarão.

assinatura

FONTE: Padre Zezinho, SCJ

———————————————————————————————————————–

“Deus não tem o que fazer com nossas boas obras, se o nosso coração não lhe pertencer”.

(São Vicente de Paula)

———————————————————————————-
Ironia das ironias! Num dos lugares de trabalho escravo da era Hitler lia-se: Arbeit mach frei: O trabalho liberta. Na colônia de fiéis “salvos” por Jim Jones, em Jonestown, nas Guianas, proclamava-se a liberdade em Cristo, mas ele envenenou mais de 800 seguidores, ao ver que muitos o queriam abandonar.

Em Cuba, cantavam-se odes à liberdade, mas muitos foram mortos por tentarem sair de lá. Muitas novas igrejas, que garantem libertar do pecado mantêm o fiel prisioneiro no novo país em casamento arranjado pelo líder daquela igreja. Foi enviado para longe da família e ameaçado de inferno se mudar de igreja. Haverá sempre alguém a justificar as prisões que construíram em nome da ideologia, da raça ou da fé. Hitler apostava no orgulho alemão, humilhado pela derrota na guerra l914-l918. Montou um enorme aparato de mentira e conseguiu, por muitos anos, enganar o povo alemão.

O mundo conheceu esse tipo de marketing em todas as épocas. Tudo indica que não mudará. Governantes ditatoriais investem pesado na propaganda e no marketing. Precisam da mentira para a sobrevivência do seu regime.  Olhe, leia e veja!

Padre Zezinho, SCJ

—————————————————————————————————

Dado que tem em Cristo a sua raiz, o sacerdócio é, por sua natureza, na Igreja e para a Igreja. … Do mesmo modo, a obediência a Cristo, que corrige a desobediência de Adão, concretiza-se na obediência eclesial, que é, para o sacerdote, na prática quotidiana, antes de tudo obediência ao seu Bispo. Mas na Igreja a obediência não é algo de formal; é obediência àquele que por sua vez é obediente e personifica Cristo obediente. Tudo isto não vanifica nem atenua as exigências concretas da obediência, mas garante a sua profundidade teologal e o seu alcance católico: no Bispo obedecemos a Cristo e à Igreja inteira, que ele representa neste lugar.

BENTO XVI

———————————————————————————————————————————————

SOMBRAS PASTORAIS

Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Londrina/PR

1. Messianismo. É a mania de fazer planos pastorais, sem consultar a vontade de Deus. Daí vem o estrelismo das pessoas que se projetam a si mesmas. Deus fica em segundo lugar, serve de estepe para que nossos planos não falhem, segundo nossa vontade, nossas ideologias e nossas óticas.

2. Ativismo. Pouca oração e muita agitação. Vale o que eu faço e não o que eu sou. A pastoral vira profissão, burocracia. O ativismo leva à impaciência apostólica. É fruto do vazio interior e da vaidade pessoal.

3. Perfeccionismo. Busca-se o êxito, o sucesso, o resultado. A confiança não está na graça de Deus mas nos planos e ações bem escritas nos livros pastorais e nas pessoas envolvidas. Tudo deve dar certo.

4. Mutismo. Consiste em calar verdades, omitir correções e falar só o que agrada. As grandes verdades silenciadas são: a castidade, o purgatório, o inferno, a infidelidade conjugal, a renuncia. O que importa é agradar. Por isso, há falta de profetismo.

5. Pessimismo: Prega-se problemas, incertezas, azedumes e queixas. A Palavra de Deus não é proclamada. No seu lugar estão as dúvidas, suspeitas e vazios do pregador, do catequista, do pastoralista. Joga-se sobre o povo, problemas pessoais não resolvidos.

6. Falta de esperança. É o pecado do reducionismo que consiste em reduzir a esperança, não crer na ressurreição, na eternidade, na vida futura. Tudo fica reduzido a este mundo, à matéria, à ciência experimental. Sem esperança não há consistência.

7. Burocracia. As pessoas são deixadas de lado e esquecidas. Cumprem-se as leis, marca-se o ponto, tudo vira pura burocracia eclesiástica e administração. O burocrata cumpre o dever, mas abandona as pessoas, os pobres, os sofredores. O que importa é o funcionamento da máquina eclesial.

8. Discriminação. Uns são privilegiados e outros descartados. Uns bem recebidos, outros rejeitados. Faz-se acepção de pessoas. Os ricos, os amigos, os privilegiados têm vez, os outros são discriminados.

9. Sectarismo. É a falta de abertura, de pluralismo e de ecumenismo. Sectário é que secciona, busca o que lhe interessa e agrada. É o grupismo. Só meu grupo, minha espiritualidade, meu movimento, minha pastoral, meu interesse é que vale. O sectário ignora o outro, o diferente e o despreza, critica e combate. Falta o espírito de comunhão e de unidade. É a pastoral de gavetas e sem articulação que acaba no paroquialismo.

10. Carreirismo. É quem busca promoção. Fecha-se na sua experiência e desfaz a experiência dos outros. Eu é que estou certo os outros estão errados. O carreirista acha-se insubstituível e infalível. Não solta os cargos. Perpetua-se no poder. É grudado na sua função. Mata a pastoral pelo apego ao poder. Não quer mudança nem transferência. Não dá lugar para os outros.

11. Individualismo. É quem espera gratificações, recompensas, aplausos e louvores. Precisa toda hora de elogios, pois do contrário cai em aflição ou na crítica azeda. O que vale é a sua imagem, sua fama, a projeção de si.

12. Perda da alegria. Faz tudo por obrigação, cai na rotina, vive na superficialidade. Não tem entusiasmo perdeu a alegria e o humor. Vem a amargura e a dramatização da vida.

13. A mesmice. É quem perdeu a criatividade, caiu na instalação, na mediocridade. Faz tudo sem amor, instala-se nos próprios defeitos e os justifica. Tem explicação para todos os seus erros e desleixos. Não muda e não se dispõe a mudar.

14. Vitimismo. É quem se acha injustiçado, rejeitado e por isso vive na apatia, arranja doenças, apega-se a defeitos psicológicos para justificar o vitimismo. Vive mais cuidando de si do que da pastoral do rebanho.

15. A inveja pastoral. Consiste em menosprezar o trabalho dos outros, aumentar seus defeitos, competir e tratar os outros com cinismo. O invejoso procura bloquear o sucesso alheio. Acontece aqui a “contradição dos bons”, ou seja, não recebemos apoio e incentivo dos nossos colegas, amigos, irmãos de caminhada, pelo contrário, somos invejados, incompreendidos e criticados.

Para uma sadia evangelização precisamos da “conversão pastoral” pela qual venceremos as sombras pastorais, como aponta o Documento de Aparecida.

Fonte: Arquidiocese de Londrina/PR

———————————————————————————————-

O Sacerdote como Dom

Cidade do Vaticano, 20 jun (RV) – O serviço do sacerdote é de importância fundamental na vida da Igreja. Mas não é um mistério que ele hoje esteja atravessando por não poucas dificuldades: o clima geral de secularização em vastas regiões do mundo, um menor apreço do papel do sacerdote na sociedade, as profundas feridas que afetaram a imagem pública dos sacerdotes, provocadas por comportamentos indignos por parte de alguns deles, e de qualquer modo, também a própria valorização justa das vocações leigas na Igreja…

O papa não responde com considerações socioreligiosas, mas promove “o empenho de uma renovação interior de todos os sacerdotes, em prol de um testemunho deles, mais forte e mais incisivo no mundo de hoje”. Em resumo, na carta que endereçou a todos os seus irmãos no sacerdócio, abrindo o Ano Sacerdotal, ele não parte do exterior, mas sim do interior, do coração da vocação sacerdotal, do modelo concreto de santidade sacerdotal que nos é oferecido pelo Santo Cura D’Ars. Pode parecer quase uma provocação, indicar como referência espiritual para os padres de todo o mundo, um pároco que viveu numa pequena cidade francesa de apenas 200 habitantes, falecido 150 anos atrás.

Mas se o padre vive realmente da Eucaristia e do serviço da reconciliação entre Deus e os homens, ou seja, da manifestação da misericórdia de Deus, o tempo e o lugar se tornam secundários, Nas expressões da carta do papa há um toque profundo de espiritualidade, um grande amor por Jesus e pelas pessoas, em particular aquelas que se encontram espiritualmente distantes de Deus ou em dificuldades. Não é justamente desse amor − que busca fazer-se presente no coração de cada um de nós − que hoje existe uma urgente e tremenda necessidade?

Por isso, o papa fala do sacerdote como dom à Igreja e à própria humanidade. Naturalmente, se ele vive sua vocação.

Pe. Federico Lombardi

———————————————————————————————-

Um programa de vida cristã!

“A vida humilde, a fidelidade inabalável,

a modéstia nas palavras, a justiça nas ações,

a misericórdia nas obras, a disciplina nos costumes;

o não fazer injúrias; o tolerar as recebidas; o manter a paz com os irmãos;

o amar a Deus de todo o coração;

o amá-lo por ser Pai; o temê-lo por ser Deus;

o nada absolutamente antepor a Cristo,

pois também ele não antepôs coisa alguma a nós;

o aderir inseparavelmente à sua caridade;

o estar ao pé de sua cruz com coragem e confiança,

quando se tratar de luta por seu nome e sua honra,

o mostrar firmeza ao confessá-lo por palavras,

e, no interrogatório, o manter a confiança naquele por quem combatemos,

e, na morte, o conservar a paciência que nos coroará,

tudo isto é querer ser co-herdeiro de Cristo,

é cumprir o preceito de Deus, é realizar a vontade do Pai”.

(São Cipriano de Cartago, séc. III)

———————————————————————————————————-

A ORAÇÃO DO ALFABETO

Tarde da noite, um pobre lavrador no caminho de volta do mercado viu-se sem o livro de orações. A roda da carroça se tinha soltado justo no meio da floresta e ele estava aflito porque o dia ia se acabar sem que tivesse feito suas orações. Por isso, esta é a oração que fez:

“Fiz uma coisa muito imprudente, Senhor. Esta manhã saí de casa sem o meu livro de orações e minha memória é tal que não consigo dizer uma única oração sem ele. Por isso, eis o que vou fazer; recitarei cinco vezes o alfabeto, bem devagar, e o Senhor, que conhece todas as orações, poderá juntar as letras e formar as orações que não consigo lembrar”.

E o Senhor disse a seus anjos: “De todas as orações que ouvi hoje, essa foi, sem dúvida, a melhor, porque veio de um coração simples e sincero”.

[Anthony de Mello. O enigma do iluminado. São Paulo, Loyola, 1991, v.1]

——————————————————————–

“Hoje existe o relativismo religioso, o Papa Bento XVI chama de ditadura do relativismo porque querem impor que você não deve seguir a Igreja, e sim fazer a religião da sua cabeça. Se você ama seu namorado pode ter relação sexual com ele, você sabe mais que Igreja, pode viver como quiser. Cada um vai fazendo uma moral diferente e já não somos mais católicos. Ser católico é obedecer a Igreja a Católica. Chega de pessoas que se dizem católicos, mas não aceitam a doutrina; era melhor que não fossem católicos. Dá ânsia de vômito ver um político dizendo que é católico, mas é a favor do aborto, seria melhor dizer que não é católico porque a Igreja não aceita aborto.

De Deus não se zomba. O que plantarmos neste mundo vamos colher. Se você não quer aceitar aquilo que Igreja Católica ensina, então diga que você não é católico. Ser católico é obedecer a Igreja católica. “Quem quiser ser meu discípulo tome sua cruz a cada dia e me siga-me”. Essa cruz começa na doutrina de Cristo, não é só as suas dores, é também a doutrina de Cristo. Você que é jovem e que luta para viver a castidade, como isso exige de você um esforço, é como carregar uma cruz. A lei de Cristo é árdua porque a porta estreita, caminho de pedras.”

Professor Felipe Aquino
Mestrado em Engenharia Mecanica
Graduado em Matemática
Foi Diretor Geral da FAENQUIL

Comunidade Canção Nova

Comunidade Canção Nova

Professando a verdade, cresçamos no amor (cf. Ef 4,15)

“Quem descobriu Cristo deve conduzir os outros a Ele. Uma grande alegria não se pode ter para si. É preciso transmiti-la. Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. É espontâneo exclamar: não é possível que esta seja a vida! Deveras, não. E assim, juntamente com o esquecimento de Deus existe um “boom” do religioso. Não quero desacreditar tudo o que existe neste contexto. Pode existir nisto também a alegria sincera da descoberta. Mas para dizer a verdade, não raramente a religião se torna quase um produto de consumo. Escolhe-se aquilo de que se gosta, e alguns sabem até tirar dela um proveito. Mas a religião procurada a seu “bel-prazer” no fim não nos ajuda. É cômoda, mas no momento da crise abandona-nos a nós próprios. Ajudai, queridos amigos, os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo! Procuremos nós próprios conhecê-lo sempre melhor para poder de maneira convincente guiar também os outros para Ele. Por isso, é tão importante o amor pela Sagrada Escritura e, por conseguinte, é importante conhecer a fé da Igreja que nos apresenta o sentido da Escritura. É o Espírito Santo que guia a Igreja na sua fé crescente e que a fez e faz penetrar cada vez mais nas profundezas da verdade” (Bento XVI, Homilia, 21/8/2005).

———————————————————————-

REZAR SEMPRE SEM DESFALECER

Que grande é o poder da oração! Ela é como uma rainha que tem, em todo o momento, livre acesso à presença do rei, podendo obter tudo quanto pede.

Para sermos escutados, não precisamos de procurar num livro uma bela fórmula, composta para a circunstância; se assim fosse, mal de mim!

À excepção do ofício divino – que não sou digna de recitar -, não tenho coragem para me dedicar à procura de belas orações nos livros, fico cheia de dores de cabeça, tantas são elas! E depois, cada uma mais bela que as outras.

Não seria capaz de as recitar a todas e, não sendo capaz de escolher entre elas, faço como as crianças que não sabem ler: digo muito simplesmente a Deus o que quero dizer-Lhe, sem frases bonitas, e Ele compreende-me sempre.

Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e de amor, nas dores como nas alegrias; é, enfim, algo grande e sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus.

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja

——————————————————————————

ORAÇÃO DA UNIÃO DOS CASAIS

Deus, nosso Pai, velai pela união e harmonia dos casais e suas famílias, especialmente os que estão passando por crise conjugal, familiar ou financeira. Olhai pelos que foram visitados pela doença, pela velhice, pela decrepitude, pela perda de um ente querido.

Busquem em primeiro lugar na oração sincera e humilde a luz divina que clareia todo caminho e afugenta toda sombra. Sabidos de que é a verdade que liberta, encontrem no diálogo o esclarecimento de toda dúvidas e a inspiração de todo propósito.

Recorram às lembranças de quando o amor guardava em si a força de superação de toda dúvida e tinha o poder de unir todas as diferenças. Recorra também à Palavra que diz: “Sê firme em teu sentimento e seja uma a tua palavra. Sê pronto para escutar, mas lento para dizer a resposta” (cf. Pr 5, 11s). Na alegria e no sofrimento jamais faltem a ternura, o respeito mútuo, a lealdade.

Multiplicai seus dias de paz e de harmonia. A alegria desfaça as mágoas. A reconciliação apague os desentendimentos. Os sonhos se realizem. As diferenças individuais não os embaracem. A ternura e o respeito os conduzam.

[ave-maria]

FONTE: Padre Sandro

—————————————————————————

DIÁLOGO SOCRÁTICO COM UM PROTESTANTE SOBRE O SOLA SCRIPTURA

Por James Caputo

Tradução: Emerson de Oliveira

Fonte: http://www.catholicxjw.com/socraticdialog.html

É meu desejo que este diálogo socrático sirva como um meio lógico para destacar a circularidade e falta de base do “Sola Scriptura”.

Protestante – eu rejeito a noção de Sucessão Apostólica porque não é ensinada nas Escrituras.

Católico – Você só acredita nas coisas que são ensinadas nas Escrituras?

Protestante – Sim. Eu acredito que toda a Escritura é inspirada de forma que nós podemos ser equipados para toda boa obra. Os cristãos deveriam ter cuidado para não ir além do que está escrito, para evitar as tradições dos homens. E como o ensino da Sucessão Apostólica é um assunto muito importante deveríamos esperar vê-lo nas Escrituras. Porém, não há nada lá. É só uma “tradição de homens” que foi somado à fé nos tempos pós-apostólicos.

Católico – Posso lhe fazer uma pergunta?

Protestante – Claro.

Católico – Você diria que a aceitação de livros/cartas do Novo Testamento é um assunto muito importante?

Protestante – Claro. É através do Novo Testamento que nós aprendemos de Jesus e

Seu plano de salvação.

Católico – Então onde, no Novo Testamento, nós aprendemos que há um conjunto de livros e cartas inspiradas que formam um corpo literário definitivo para ser obedecido por todos os cristãos?

Protestante – Eu não entendi a pergunta.

Católico – Bem, você disse que só acredita nas coisas que são escritas na Bíblia, certo?

Protestante – Certo.

Católico – Você também diz que se algo é realmente importante para nossa salvação tem que estar escrito na Bíblia. Certo?

Protestante – Sim, correto.

Católico – Dessa forma, a aceitação dos livros e cartas do Novo Testamento como inspirados por Deus é um assunto importante?

Protestante – Mas é claro!

Católico – Ótimo. Assim, onde no Novo Testamento nós lemos isso? Quer dizer, mostre para mim o capítulo e versículo do Novo Testamento que nos informa deste assunto mais importante – isto é, que há 27 livros inspirados que formam o corpo definitivo de literatura para todos os cristãos.

Protestante – 1Timóteo 3.15 diz que toda a Escritura é inspirada.

Católico – O que constitui Escritura?

Protestante – O que você quer dizer?

Católico – Se toda a Escritura é inspirada, então nós precisamos descobrir que livros e cartas constituem Escritura inspirada. O Novo Testamento nos conta isso?

Protestante – Bem …não.

Católico – Assim, como você sabe quais livros e cartas são Escrituras?

Protestante – Bem a Igreja sempre acreditou que havia certos livros e cartas que tiveram autoridade.

Católico – Sério? Como você sabe isso?

Protestante – Bem, se você estudar história você aprenderá que os cristãos primitivos tinham a maioria do Novo Testamento como nós os conhecemos hoje.

Católico – Espere. Eu pensei que você fosse só pelo que está na Bíblia!

Protestante – E vou.

Católico – Mas se você só vai pelo que está na Bíblia, por que você recorre à história num esforço para explicar quais livros e cartas são inspirados?

Protestante – Porque a história nos mostra que é o que os cristãos sempre acreditaram.

Católico – Mas a história também nos mostra que os cristãos sempre acreditaram na Sucessão Apostólica. Por que você aceita a história cristã quando se trata da Escritura Sagrada e a rejeita quando se trata da Sucessão Apostólica?

Protestante – Porque a Sucessão Apostólica não está na Bíblia.

Católico – Nem a noção de que há 27 livros inspirados que formam um corpo definitivo de literatura para todos os cristãos. Certo?

Protestante – Hmm….

Católico – Posso lhe fazer outra pergunta?

Protestante – Seguramente.

Católico – Se os cristãos do segundo século sabiam quais livros e cartas estavam no Novo Testamento sem que o Novo Testamento os listasse, então de onde eles tiveram esta informação?

Protestante – Dos apóstolos e crentes primitivos.

Católico – Assim, basicamente você está dizendo que eles transmitiram esta informação oralmente?

Protestante – Sim… eu suponho.

Católico – Mas eu pensei que você fosse oposto à Tradição oral.

Protestante – eu sou oposto à Tradição oral que não está na Bíblia.

Católico – Isso não faz sentido. Os livros do Novo Testamento não são mencionados na Bíblia nem a idéia de um corpo literário definitivo de escritos cristãos. Para essa informação você confia no testemunho da Igreja. Eu sinto uma inconsistência aqui. Como você pode rejeitar a Tradição oral quando você chega à sua conclusão das Escrituras pela Tradição oral?

Protestante – Os católicos estiveram envolvidos em Inquisições!

Católico – Eu sei. Mas fiquemos dentro do assunto em questão. Com você sabe quem escreveu o Evangelho que nós comumente atribuímos a Mateus?

Protestante – Eu não estou certo.

Católico – Bem, nós sabemos isto pelo testemunho dos Pais da Igreja. De fato, para o Evangelho de Mateus poderia ser somado Marcos, Lucas, João e as três cartas de João. Todos esses escritos faltam autógrafos. Por que você confia que eles foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João?

Protestante – Porque a Igreja sempre acreditou nisso.

Católico – Por que você confia na Tradição oral da Igreja sobre a autoria dos evangelhos e epístolas, mas desconfia dela quando fala de Sucessão Apostólica?

Protestante – Porque a Sucessão Apostólica não é ensinada na Bíblia.

Católico – Aponte-me o capítulo e versículo na Bíblia que lista os 27 livros e cartas que formam o corpo literário inspirado para os cristãos.

Protestante – Eu não posso fazer isso.

Católico – Mas você disse que nós deveríamos esperar encontrar todos os assuntos importantes nas Escrituras, que Cristo certamente veria tais coisas como importantes para serem escritas nas Sagradas Escrituras se nossas vidas dependessem delas.

Protestante – O fato é que os 27 livros que a Igreja católica oficialmente contou como Escrituras do NT perto do fim do 4º século já haviam sido reconhecidos como tal por milhões de cristãos por centenas de anos!

Católico – Esses milhões de cristãos reconheciam a Sucessão Apostólica?

Protestante – Sim. Mas isso é um falso ensino.

Católico – Como você sabe?

Protestante – Porque não está na Bíblia.

Católico – Mas se os milhões de cristãos por centenas de anos reconheceram os 27 livros aos quais a Igreja católica contou oficialmente até mesmo como Escritura do NT perto do fim do 4º século embora estes livros e a noção de um corpo inspirado de literatura não seja mencionado no Bíblia, então isso significa que milhões de cristãos por centenas de anos não limitaram suas crenças para coisas que só encontram na Bíblia. Certo?

Protestante – Eu não estou certo.

“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (IITs. 2.15)

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

CAPUTO, James. Apostolado Veritatis Splendor: DIÁLOGO SOCRÁTICO COM UM PROTESTANTE SOBRE O SOLA SCRIPTURA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5521. Desde 09/03/2009.

SETE DESERTOS QUARESMAIS

1.- SILÊNCIO. Para que Deus fale e para que nós falemos um pouco menos. “A palavra é prata, porém o silêncio é ouro”.

2.- SOLIDÃO. Para perceber a voz de nosso coração e de nossa consciência. “Na solidão nos entendemos, conhecemos e até nos questionamos”.

3.- NUDEZ. Para deixar Deus nos envolver e nos pintar com as cores da sua presença. “A nudez nos arranca do exterior e nos reveste interiormente”.

4.- ATENCÃO. Para compreender e nos perguntar o que o Senhor quer de nós. Para não nos distanciarmos do caminho verdadeiro. “O melhor presente que podemos dar a Deus e a qualquer pessoa é a nossa atenção”.

5.- DESPRENDIMENTO. Para avançar mais rápidos pelo melhor e melhor acolher o Evangelho. “Não pesa o ter, muitas vezes o que freia a felicidade é o desejo de acumular e não dar”.

6.- ORAÇÃO. Para conhecer mais a Deus e nos deixar seduzir menos pelo mundo. “Sem oração o homem fica sem uma chave para o dia e sem um farolete para a noite”.

7.- CONTEMPLACÃO. Para agradecer a Deus pela sua bondade, sua mão e suas obras. “Na contemplação, o homem aprende a valorizar a vida em si mesmo”.

A quaresma é um cofre do qual vamos tirando estas jóias tão preciosas como escassas: silêncio, solidão, nudez, atenção, desprendimento, oração e contemplação. Para que? Para conviver com alegria e fé transbordante a próxima Páscoa.

[fonte de inspiração Javier Leoz]

CORPOS FERIDOS
Padre Zezinho, SCJ

Tinha um problema na perna. Jogava-a para o lado e para frente para poder andar. Mas andava. Depois do aneurisma, re-aprendeu a andar para re-aprender a viver.

Passou sereno por mim naquela alegria de pessoa que venceu na vida. Venceu a dor. Pensei nos milhares de homens, mulheres e crianças que carregam no corpo um sinal de dor.

Ouvidos, olhos, diabetes, braços, mãos, pés, pernas, estômago, rins, pulmão… Algo não funciona. Então eles se armam de teimosia e dominam o corpo que tenta dominá-los.

São pessoas lindas e fortes. Como velas quebradas, provam que se pode emitir a mesma luz que as velas inteiras porque sua luz não vem de fora, mas de dentro.

Não sei o que seria do mundo sem eles. Certamente seria um mundo mais fraco, mais insensível e mais triste. Aquelas pernas e aqueles olhos atingidos pela doença continuam úteis. Eles mostram que o ser humano é mais do que aquela máquina chamada. A pessoa que leva o corpo é maior do que o corpo que a leva!

Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida.

Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança.

Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz.”

João Paulo II

—————————————————-

AMOR QUE REJUVENECE- Padre Zezinho, SCJ

Uma boa mulher que encontrou um bom homem tem maior chance de manter-se mais jovem, porque ele não exigirá dela mais do que ela pode lhe dar. Dá-se o mesmo com o homem. Mas aquele ou aquela que se entregam a muitas mulheres ou muitos homens, com sucessivas noitadas de bebidas, drogas, festas e madrugadas de agito, sofrem desgaste maior por conta das exigências descabidas de quem não os ama e tenta tirar do encontro ou da relação o máximo que pode.

Quem ama de maneira conjugal se doa e se dá, preserva-se e volta para a pessoa amada, dorme ao lado dela e faz o possível para que o ou a bem amada não se desgaste na relação. Quem não ama, tira o que pode e vive de exigências descabidas e descomunais. Feliz e sereno é o casal que se ama e se respeita. Envelhecerá bem mais devagar. Perguntem aos médicos!

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão 83 sobre o Cântico dos Cânticos

De entre todos os movimentos da alma, de entre todos os sentimentos e os afectos da alma, o amor é o único que permite à criatura corresponder ao seu Criador, senão de igual para igual, pelo menos de semelhante para semelhante. [...] O amor do Esposo, ou antes, o Esposo que é amor, apenas pede amor recíproco e fidelidade. Que seja, pois, permitido à esposa corresponder a esse amor. E como podia ela não amar, sendo como é esposa, e esposa do Amor? Como poderia o Amor não ser amado? Ela tem, pois, razões para renunciar a todos os outros afectos, para se entregar a um único amor, uma vez que lhe foi dado corresponder ao Amor com um amor recíproco. [...]

Mas, mesmo que ela se fundisse por completo no amor, o que seria isso em comparação com a torrente de amor eterno que brota da própria fonte? O fluxo não corre com a mesma abundância daquele que ama e do Amor, da alma e do Verbo, da esposa e do Esposo, da criatura e do Criador; não existe a mesma abundância na fonte e naquele que vem beber à fonte. [...] Quer dizer então que os suspiros da esposa, o seu fervor amoroso, a sua espera cheia de confiança, que tudo isso é em vão, porque ela não pode rivalizar na corrida com um campeão (Sl 18, 6), não pode querer ser tão doce como o mel, terna como o cordeiro, branca como o lírio, luminosa como sol, e tão amorosa como Aquele que é o próprio Amor? Não. Porque, se é certo que a criatura, na medida em que é inferior ao Criador, ama menos do que Ele, também é certo que pode amar com todo o seu ser; e, onde há totalidade, nada falta.

É esse o amor puro e desinteressado, o amor mais delicado, pacífico e sincero, mútuo, íntimo, forte, que reúne os dois amantes, não numa só carne, mas num único espírito, de modo que eles se tornam um só, nas palavras de São Paulo: «Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só espírito» (1Cor 6, 17).

———————————————————————

A mais a bela profissão do homem é rezar e amar
(Do Catecismo de São João Maria Vianney, Presbítero)

Prestai atenção, meus filhinhos: O tesouro do cristão não está na Terra, mas no Céu. Por isso, o nosso pensamento deve estar voltado para onde está o nosso tesouro. Está é a mais bela profissão do homem: rezar e amar. Se rezais e amais, eis a felicidade do homem sobre a Terra.

A oração nada mais é do que a união com Deus. Quando tem o coração puro e unido a Deus, sente-se em si mesmo uma suavidade e doçura que inebria, e uma luz maravilhosa que o envolve. Nesta íntima união, Deus e alma são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém mais pode separar. Como é bela esta união de Deus com sua pequenina criatura! É uma felicidade impossível de se compreender.

Nós nos havíamos tornado indignos de rezar. Deus, porém, na Sua bondade, permitiu-nos falar com Ele. Nossa oração é o incenso que mais lhe agrada.

Meus filhinhos, o vosso coração é por demais pequeno, mas a oração a dilata e torna capaz de amar a Deus. A oração faz saborear antecipadamente a felicidade do Céu. É como mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce. Na oração bem feita, os sofrimentos desaparecem como a neve que se derrete sobre os raios do Sol.

Outro benefício que nos é dado na oração: O tempo passa tão depressa e com tanta satisfação para o homem, que nem se percebe sua duração. Escutai: ‘Certa vez, quando eu era Pároco em Bresse, tive que percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas que estavam doentes; nessas intermináveis caminhadas rezava ao Bom Senhor e – podeis crer! – O tempo não me parecia longo.’

Há pessoas que mergulham profundamente na oração, como peixes na água, porque estão inteiramente entregues a Deus. Não há divisões em seus corações. Ó como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Clara viam Nosso Senhor e conversavam com Ele do mesmo modo que conversamos uns com os outros.

Nós, ao invés, quantas vezes entramos na Igreja sem saber o que iremos pedir. E, no entanto, sempre que vamos ter com alguém, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos. Há, até mesmo pessoas que parecem falar com Deus desse modo: ‘Só tenho duas palavras para vos dizer e logo ficar livre de vós…’. Muitas vezes penso nisso: Quando vamos adorar a Deus, podemos alcançar tudo o que desejamos, se o pedirmos com fé viva e coração puro.

São João Maria Vianney

3 Respostas para “Para Refletir”

  1. Douglas Beluzzo Disse:

    acho que estas palavras sao oque penso e levo adiante a oraçao com muita fe e tudo e em qualquer lugar Deus nos ouve e muito fico muito feliz obrigado

  2. Maria Aracy Disse:

    Era que eu precisava ler neste momento. Obrigado Senhor. por mais este carinhopara comigo. O Senhor usa de todos os meios e pessoas para chegar até nós. Obrigado a vocês que foram instrumentos do Senhor em minha vida hoje

  3. LILLIÉLLI Disse:

    Sobre o primeiro texto: o conceito da palavra religioso ou religião é ter fé – a pessoa que tem fé em Deus é religioso. Sobre a palavra católico (católio romano) o coceito desta palavra e ser certo, reto. Qualquer pessoa pode ter fé e ser certo – e não precisa ser católico e nem religioso.

Deixe uma resposta