Alhos e bugalhos na Catequese

Padre Zezinho, SCJ

Não faz muito tempo, um pregador razoavelmente bem informado, confundiu alhos com bugalhos, coisa que eu também já fiz, mas tenho feito bem menos, porque levo comigo uma Bíblia e uma concordância de textos que consulto antes de começar uma transmissão.

Qual o erro? Disse que o centurião romano pediu a Jesus que curasse sua filha. E narrou toda a história, aliás, tocante, confundindo o centurião romano que pedia por seu servo (Mt 8,5-13)com Jairo o chefe da sinagoga que pedia por sua filha. ( Mc 5,22; Mt 9,18-23)   Trocou o centurião romano por Jairo, o chefe da sinagoga. Lucas no capítulo 7, 1-16 diz que o centurião romano citado em Mt 8,5-13) até construíra uma sinagoga para os judeus. Era, pois, um romano que amava os judeus.

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A era da fé vitoriosa

Padre Zezinho, SCJ

Nunca o mundo precisou tanto do poder do céu como agora. É que antes não havia terroristas nem governantes com ogivas nucleares à sua disposição. A qualquer hora, dez ou vinte pessoas enlouquecidas, de outro país ou credo religioso e político, podem destruir quem eles acham que os incomoda, entre culpados e inocentes. Literalmente, os loucos nunca tiveram tanto poder de destruição, nem os inocentes tanta insegurança. Nem mesmo nos tempos de Nero, Átila, Stalin e Hitler. Agora, vinte pessoas podem fazer maior estrago do que eles com seus exércitos. É uma das desvantagens da tecnologia.

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Pedir em nome de Maria

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

Uma coisa é dizer que tudo nos vem por Maria e outra coisa dizer que muitas graças no vêm através da prece de Maria. Se eu oro por você ao Pai em nome de Jesus, ou a Jesus diretamente e você me diz que recebeu a graça, não estou errado ao dizer que, por minha intercessão junto a Jesus, você recebeu aquela graça. Senão, que sentido teria os pais orarem pelos filhos ou os padres e pastores orarem por seus fiéis? Não é intercessão? Se nós intercedemos o tempo todo uns pelos outros, porque negar que Maria faça o mesmo a quem pede sua ajuda? Seria a prece dela menor do que a dos padres e pastores?

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Educados para a vida a dois

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

Alguns rapazes e moças poderiam se casar, mas optaram pelo celibato por questão de vocação. Trocaram o círculo pelo âmbito. Vale dizer: saberiam viver no círculo familiar tão bem quanto seus pais e irmãos, mas a fé no Reino de Deus e na grande família humana os leva a ampliar seu afeto. Servem a todas as famílias e a todos os filhos sem ter a sua ou os seus. Tem a ver com fé e vocação.

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Cruzes que passam

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

 

Os católicos são formados na mística da cruz. Deveriam sê-lo. Se não entendem, alguém falhou na sua catequese. Não vemos em Jesus alguém que nos dá apartamentos, casas, emprego ou carro. Ele nos dá dignidade para administrar a nossa vida, sejamos ricos ou pobres. Jesus nunca prometeu livrar alguém da dor e da cruz. Ele mesmo pediu e o cálice não lhe foi tirado. Mas disse que devemos tomar nossa cruz e fazer como ele. Nossa religião não promete bens materiais e sucesso financeiro. Nem pode! Jesus disse que não veio para isso.

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Desmatrimoniados

Padre José Fernandes de Oliveira,SCJ

A França fala em démariage, o presidente da Alemanha Joaquin Gauck abertamente o pratica, o príncipe Charles optou pelo divórcio, alguns políticos e abastados brasileiros ou divorciam ou praticam o meio termo. E há pobres que também o vivem. Os italianos falam em dematrimonialzazzione. No Brasil se fala em arranjo pós-nupcial, ou incasamento… O casal não se separa, ele vive em duas casas, com duas mulheres uma das quais é a esposa e a outra é a namorada, com o consentimento da esposa.

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Transformar e transubstanciar

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

Paulo diz em suas cartas, que nosso corpo mortal será transformado. Não disse transfigurado, nem transubstanciado. Disse que o hoje corruptível atingirá pelo milagre de Deus, a incorruptibilidade ( Fl 3,21; 1 Cor 15,54) ( 1 Ts 4,13-18) Jesus interferirá em cada vida e em todas as vidas. Ele pode interferir, mas nós não! Só podemos pedir que ele interfira.

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Certeza a salvação

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

Existe o soteriológico, o psicológico e o sociológico da fé. O soteriológico tem a ver com a salvação pela fé, o psicológico com o desejo e sentimento de estar salvo e o sociológico com o ambiente, reduto ou redoma onde o fiel se refugia para sentir-se salvo do pecado, das ciladas e do poder de quem o afastaria da sua meta. Para salvar-se o fiel precisará de primeiros e segundos, sendo ele o terceiro. O primeiro é Deus que salva, o segundo ou os segundos são seus porta-vozes e o terceiro é ele mesmo que aceita e obedece o primeiro e os segundos. O processo é de submissão a Deus, ao seu intérprete e porta-voz. Vale a pena não ser livre para sentir-se salvo, porque sentindo-se salvo ele tem toda a liberdade da qual precisa.

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