A arte de Celebrar o Serviço Litúrgico

27, fevereiro, 2011

Monsenhor Nicola Bux – teólogo consultor da Congregação para a Doutrina da Fé

Para celebrar o serviço litúrgico com arte, o sacerdote não deve recorrer a artifícios mundanos, mas centrar-se na verdade da Eucaristia. A Instrução Geral do Missal Romano assinala: “Também o presbítero … quando celebra a Eucaristia, deve servir a Deus e ao povo com dignidade e humildade e, no modo de comportar-se e de proclamar as palavras divinas, dar a conhecer aos fiéis a presença viva de Cristo”. O sacerdote não inventa nada mas, com seu serviço, deve fazer chegar, tanto quanto seja possível, aos olhos e aos ouvidos, mas também ao tato, paladar e olfato dos fiéis, o Sacrifício e a Ação de Graças de Cristo e da Igreja, a cujo mistério tremendo podem aproximar-se aqueles que foram purificados dos pecados. Como podemos aproximar-nos dEle se não temos os sentimentos de João, o Precursor: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua”? (Jo 3,30). Se queremos que o Senhor caminhe conosco, temos que recuperar essa consciência. Do contrário, privamos o nosso ato de devoção de sua eficácia: o efeito depende de nossa fé e de nosso amor.

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A Missa é muito mais que uma reunião fraterna

17, julho, 2010

Dom Hilário Moser,SDB

Bispo Emérito da Diocese de Tubarão (SC). Doutor em Teologia Dogmática pela Pontificia Università Salesiana, de Roma, lecionou por vários anos no Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo. Foi membro da Comisão Episcopal de doutrina da CNBB.

Quando a Liturgia se corrompe, é toda a vida cristã que corre perigo de se corromper.

A Liturgia é a oração oficial da Igreja, do Povo de Deus, do Corpo Místico de Cristo.

Na Liturgia, é o próprio Jesus, junto com todos os que estão unidos a ele pelos laços da fé, do batismo e do Espírito Santo, que se apresenta ao Pai em sacrifício de salvação do mundo inteiro; que ora ao Pai, que lhe oferece louvor, adoração, agradecimento, pedido de perdão, pedido de ajuda…

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O sentido da missa

29, março, 2010

Margarida Hulshof

A missa é uma realidade tão rica e profunda, que fica difícil encerrá-la em uma definição. Tudo o que se refere a Deus é infinitamente maior do que nós, e o fato de ter ele “descido do céu” para assumir a nossa pequenez, aumenta ainda mais a nossa consciência da sua grandeza… pois só a grandeza infinita pode gerar a misericórdia infinita. É por essa consciência de um amor infinito e inefável que os antigos se referiam à missa como “a celebração dos Mistérios”. Ainda hoje dizemos: “Eis o Mistério da fé”. É o mistério de um Deus que se faz pobre para nos tornar ricos, de um Amor que se entrega à morte para que nós tenhamos vida. Leia o resto deste post »


Espiritualidade do Advento

19, novembro, 2009

Vagne Gama dos Santos – seminarista claretiano, estudante de Teologia.

Advento vem do latim adventus. Significa “chegada”, do verbo advenire: “chega a”. É o primeiro tempo do Ano Litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, durante o qual os fiéis, esperando pelo nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento, promovem a fraternidade e a paz.

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Liturgia: Um desafio

16, novembro, 2009

Do lado de fora, o mundo envolve a Igreja com suas crises: a fome e o desemprego, a violência urbana e o terrorismo, entre tantas outras. Do lado de dentro, pulsa um desafio inadiável: reorientar a vida litúrgica para seu verdadeiro foco: celebrar a Páscoa do Ressuscitado.

Excessos e desvios

No próximo dia 4 de dezembro, vamos comemorar o 46º aniversário natalício da Constituição conciliar sobre a liturgia, a Sacrosanctum Concilium, aprovada em sessão solene do Vaticano II com 2.147 votos, e apenas 4 sufrágios negativos. Após um período de entusiasmo e experiências de todo tipo, hoje a Igreja Católica se vê diante de um desafio que pede atitudes bem concretas: reformar a reforma pós-conciliar para recuperar valores essenciais da vida litúrgica.

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A pobreza e beleza na Santa Missa

5, novembro, 2009

Por Pedro Ravazzano

A Missa é o coração da cristandade, afinal é nesta celebração que meditamos sobre todo o amor de Deus aos homens. No altar os fiéis contemplam a mística da Verdade e conhecem os mais belos dogmas da Igreja. A sua realidade sacrificial nos obrigar a refletir e mergulhar na grandeza imensurável de Cristo.

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