sexta: 29 de fevereiro de 2008
Fonte:CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Todos os direitos reservados
Na próxima quarta-feira, 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), proposta pelo Procurador Geral da República, impugnando a constitucionalidade do artigo 5º e seus respectivos parágrafos da Lei de Biossegurança. Esse foi um dos principais assuntos tratados pelo Conselho Permanente da CNBB, reunido de 27 a 29 de fevereiro, em Brasília. O artigo 5º da Lei de Biossegurança permite, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias. Em entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta sexta-feira, a Presidência da CNBB reafirmou a posição da Igreja em relação a essa questão.
“A Igreja volta mais uma vez a dirigir sua palavra em defesa da vida. Esta é a posição básica e fundamental da Igreja. Não significa ser contra a ciência, contra o progresso, mas ser em primeiro lugar a favor da vida”, disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, ao reafirmar a posição da Igreja contrária ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas.
De acordo com dom Geraldo Lyrio, os bispos do Conselho Permanente decidiram enviar uma carta aos ministros do STF para expressar a posição da Igreja. “Não queremos fazer pressão sobre o STF, mas expor, inclusive como integrantes da própria sociedade brasileira, o nosso ponto de vista, pois a Igreja não pretende impor o seu ponto de vista, mas defender seu direito de propor e de anunciar, sobretudo, quando se trata de uma questão como esta que extrapola os diferentes credos, posições filosóficas, ideologias, partidos políticos, dado ser uma questão que diz respeito a todos”, esclareceu o presidente.
O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que a Campanha da Fraternidade deste ano, abordando o tema Fraternidade e Defesa da Vida, quer “abarcar todo o conjunto da vida humana, da concepção à morte natural”. O secretário afirmou, ainda, que a partir do momento que a vida começa, deve ser protegida, inclusive pelas instituições da sociedade civil e do próprio Estado. Para ele, a Lei de Biossegurança, quando aprovada, trouxe erros graves ao misturar temas completamente díspares num único projeto de lei. “A Lei de Biossegurança abre caminho para a legalização progressiva do aborto e o desrespeito da vida humana”, declarou.
Questionado sobre a posição da Igreja em relação aos embriões congelados, dom Geraldo Lyrio classifica a questão de “extremamente complexa” e afirma que a Igreja “não tem nem pretende ser caixinha de resposta para todas as interrogações”. Para ele, a resposta tem que ser busca considerando que se trata de vida humana. “A Igreja chama a atenção porque se trata de um ser vivo, portanto, não pode ser eliminado. Como se iniciou o processo que, eticamente é reprovável, os que iniciaram têm também a responsabilidade ética de ajudar a descobrir a solução que seja compatível com o respeito à própria vida humana ali presente”, afirmou. Na mesma direção, dom Dimas disse que a “transigência nesse momento seria abrir as portas para outras formas progressivas de manipulação da vida humana nascente”.
Sobre o uso de células-tronco embrionárias na cura de algumas doenças, dom Geraldo Lyrio afirmou: “Salvar um e matar outro não é resposta”. Segundo o presidente da CNBB, essa posição não significa que a Igreja seja insensível ao sofrimento das pessoas. “A Igreja é sensível ao sofrimento de tantas pessoas que desejam a cura e estimula os cientistas para que possam progredir nas pesquisas para que doenças incuráveis possam ter cura. A Igreja não concorda é com a manipulação dos sentimentos das pessoas e o seu desejo de viver, a sua esperança de encontrar uma cura, com informações falsificadas. É não só reprovável, é desumano. Vamos passar informações corretas, seguras e não alimentar expectativas falsas”.
4, Março, 2008 às 2:59 pm |
Sou pai adotivo. Quando descobri que era estéril iniciamos a busca por processos de fertilização não natural e logo fomos colocados diante de um dilema. Naquela ocasião, a ciência já preconizava a colocação de 4 óvulos para garantir a fecundação de pelo menos um deles. Mas a prática ainda era a de se colocar um número bem maior, para “não se desperdiçar o procedimento”. Imaginando a possibilidade, ainda que remota, de que ocorresse, ao contrário do previsto, um excesso de embriões, perguntamos o que seria dos que excedessem o previsto. A resposta foi de que esses seriam, de certa maneira, “sacrificados”, criteriosamente.
Essa idéia nos fez repelir o processo artificial, de vez.
Com o tempo viemos acompanhando o crescimento do acúmulo de estoques dos tais excedentes, em “frigoríficos” de alta tecnologia e alto custo. Até o momento atual, em que este estoque se torna interessante para o pretenso desenvolvimento tecnológico de tecidos humanos para fins diversos.
Estão diante de nós os elementos de uma lógica tão funcional quanto assustadora, segundo a qual casais estéreis venham a ser produtores de insumos para a uma indústria de células-tronco a partir dos embriões descartados da fecundação in vitru.
6, Março, 2008 às 7:44 pm |
A maninipulaçao da vida ,sobre tudo humana,deve ser combatida e denuciada.Somos um povo marcado por lutas e guerras que no passado nao tao remoto nos trouxe glorias e a alegria de sermos livres num pais em que todos temos direitos iguais.Precisamos mostra para a sociedade que o uso das celulas embrionaris nao é questao de retrocesso cientifico,mas antes de respeito e valorizaçao da vida.Enfeitamos nossos discursos com palavras bonitas e muitas vezes convencedoras ,mas na hora de defendermos aquilo que faz parte de nós,voltamos atras em nossos discursos e esquecemos de fazer a vontade de Deus e passamos a fazer a nossa.
14, Abril, 2009 às 4:57 pm |
Bom gostaria de entender melhor a posicão da igreja pois muitas coisas não entendo.
uma delas é a pesquisa com celulas tronco.Não sou contra nem a favor do assunto,porém com toda essa polemica venho pensando,Por que a igreja é contra esse tipo de pesquisa ja que iria ajudar tantas pessoas? Ainda mais descobrir tratamentos para doenças degenerativas e geneticas para ajudar as pessoas a terem uma esperança de uma vida melhor.? Onde esta na biblia algum versiculo que mostre que pesquisa ou um estudo que pode salvar vidas é proibido?
17, Abril, 2009 às 1:28 pm |
eu acho que a igreja esta errada pois nunca o STF vai prmitir o aborto as celulas so serao usadas coso haja aborto espontaneo
22, Outubro, 2009 às 8:17 am |
sou contra o uso de celulas tronco pois viola o direito a vida como esta previsto no artigo 5 da constituição, concordo também que a vida começa desde quando somos concebidos e salvar uma vida as custas de outras pessoas e totalmente errado….
14, Dezembro, 2009 às 6:11 pm |
Eu sou contra ao uso de células tronco embrionárias. Assim como a igreja, eu nao acho de forma alguma, justificavel sacrificar uma vida em favor de outra.